Equador : Rafael Correa, presidente eleito, quer renegociar dívida externa

Correa qualifica a dívida externa como ilegítima; intenção é liberar recursos e elevar investimentos sociais realizados no país

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SÃO PAULO – O esquerdista Rafael Correa assumiu no último dia 15 de janeiro a presidência do Equador. Correa enfatizou suas duas principais promessas de campanha: renegociar a dívida externa e eleger uma Assembléia Constituinte.

Segundo o presidente eleito, o Equador é um dos cinco países latino-americanos com menor investimento social por habitante e, para reverter este quadro, pretende liberar recursos de outras áreas e do “peso insuportável da dívida externa”.

Em função disso, o presidente equatoriano disse que fará uma renegociação “soberana e firme da dívida externa equatoriana”. Na opinião do presidente, a renegociação, que pode incluir algum calote, é justa porque parte desta dívida é ilegítima, uma vez que foi contraída pela ditadura para financiar a compra de armas.

Mudança na percepção de risco?

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Os acontecimentos recentes envolvendo países da América Latina certamente colocaram em questão se o fluxo de recursos direcionados aos países emergentes poderia sofrer alguma deterioração.

A percepção dos analistas consultados pela InfoMoney, no entanto, é de que não houve mudança na tendência e que a onda estatizante anunciada por Hugo Chávez e o recuo dos preços das commodities apenas desencadeou um movimento normal de ajuste no mercado doméstico, que acumulou em 2006 ganhos significativos.

Analistas comentam ainda que tudo indica que a demanda por títulos públicos brasileiros seguirá elevada. Apesar da tendência de queda, a percepção é de que os juros internos ainda são bastante elevados quando comparados à média internacional. A isenção de pagamento de imposto de renda também é bem vista pelos estrangeiros.