CPI da Petrobras

Empresário diz que ex-presidente do PSDB teria recebido propina para evitar CPI

Ele fez essa afirmação ao responder a uma pergunta do relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ)

arrow_forwardMais sobre
Aprenda a investir na bolsa

O empresário Leonardo Meirelles, acusado de envolvimento no esquema de remessas ilegais para o exterior e lavagem de dinheiro destinado a pagamento de propina na Petrobras, confirmou há pouco à CPI da Petrobras ter ouvido, do doleiro Alberto Youssef, a confirmação de que houve pagamento ao ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, para evitar uma CPI no Congresso.

Ele fez essa afirmação ao responder a uma pergunta do relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ).

“Confirmo o depoimento que dei anteriormente. Em uma determinada oportunidade, Youssef estava no telefone com alguém e confirmou que faltava uma parte dos valores a serem pagos naquela situação do Sérgio. Mas eu não vi dinheiro e não presenciei a operação”, disse. 

Aprenda a investir na bolsa

“O Sérgio que o senhor menciona é o Sérgio Guerra?” perguntou o relator. “Sim”, respondeu Meirelles.

Acareação
Em acareação feita pela CPI, Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa reafirmaram o teor de depoimentos que já haviam prestado à Justiça Federal, em que apontam o pagamento de propina de R$ 10 milhões para evitar uma CPI no Congresso.

Youssef confirmou o valor de R$ 10 milhões pagos pela empreiteira Camargo Correia ao então presidente do PSDB, Sérgio Guerra – morto em 2014.

Costa acrescentou que foi procurado por Sérgio Guerra e pelo deputado Eduardo da Fonte (PP-PE) para tratar do pagamento, que seria destinado a “abafar” a CPI. A assessoria do deputado informou que ele é inocente.

Em depoimento à CPI, Costa disse que o deputado intermediou o encontro com Sérgio Guerra, ocorrido em um hotel no Rio de Janeiro. “Confirmo todos os depoimentos anteriores”, disse Paulo Roberto Costa.