Denúncia

Empresa nega propina ao Ministério da Fazenda; assessores pedem férias para se defender

Segundo a Época, companhia que presta serviços de assessoria para o ministério da Fazenda pagou R$ 60 mil para dois funcionários do ministro em meio a contratos superfaturados

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – A empresa Partners Consultoria Empresarial, acusada de pagar propina para dois assessores do ministro da fazenda Guido Mantega, de acordo com reportagem da revista Época, negou que tenha mandado entregar dinheiro aos funcionários. Segundo a reportagem, o ministério teria firmado um contrato superfaturado com a Partnersnet. De acordo com a companhia, ela seria vítima de um esquema que busca atingir o ministro e que a prova apresentada é forjada. 

Vale ressaltar que, na semana anterior, o Ministério da Fazenda informou que abriu uma investigação sobre as denúncias da revista Época de que os assessores de Mantega teriam desviado recursos de contrato de assessoria de imprensa. 

Porém, os dois servidores, Marcelo Fiche e Humberto Alencar, negaram as acusações. Fiche, chefe do gabinete do ministro, informou por meio de nota que entrará com ação por danos morais contra Anne Paiva, secretária da Partners que fez as acusações, ressaltando que “nunca recebeu nada dela, nem dentro nem fora do gabinete”. 

Aprenda a investir na bolsa

Já Humberto Alencar, chefe de assessoria técnica e administrativa do ministro da fazenda, ressaltou indignação com as “acusações levianas” e afirmou que tomará as medidas legais cabíveis contra a secretária e à Época. 

De acordo com informações do G1, os dois assessores pediram férias para que, afastados de suas funções, pudessem se defender das acusações. 

Entenda
Na última semana, a Época entrevistou Anne Paiva, secretária da Partners, empresa que presta serviço de assessoria de imprensa para o Ministério da Fazenda. Segundo a reportagem, Paiva serviu como intermediária para um esquema de propina para funcionários do gabinete de Guido Mantega.

Segundo a secretária, em abril deste ano, ela sacou R$ 20 mil em sua conta privada (o que corresponde a mais de 1 ano de salário da funcionária) e levou até o economista Marcelo Fiche, chefe do gabinete de Mantega e segundo homem mais poderoso do Ministério da Fazenda.

Segundo Paiva, foram realizados mais 3 procedimentos como esse, totalizando R$ 60 mil, sendo que quantias de dinheiro também foram entregues à Humberto Alencar, chefe de gabinete substituto e fiscal do contrato do ministério com a Partners.

A secretária mostrou diversos documentos à revista que comprovavam os fatos, como e-mails, extratos de mensagens via Skype, comprovantes bancários, planilhas de pagamentos e cópias das prestações de contas da empresa ao Ministério da Fazenda. Os papéis comprovavam que a Partners transferia altas somas para a conta dela e a orientara a entregar o dinheiro aos dois assessores de Mantega.

PUBLICIDADE

“Em Brasília, eu era o braço direito e esquerdo da Partners”, disse. “Servi de laranja por quatro vezes, para a empresa poder passar (dinheiro) ao chefe de gabinete do ministro”, afirmou Paiva em entrevista para a revista.