Segundo revista

Empresa de Lula recebeu R$ 27 mi por palestras, sendo 10 mi vindo de empreiteiras

Em nota, o Institulo Lula afirmou que o ex-presidente "fez palestras para dezenas de empresas de diferentes setores e países e temos plena certeza da legalidade e da correção das atividades"

arrow_forwardMais sobre

SÃO PAULO – Segundo reportagem da revista Veja deste final de semana, a LILS, empresa de palestras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu R$ 27 milhões depois que ele deixou a presidência, entre 2011 e 2014.

Destes 27 milhões, R$ 9,8 milhões foram pagos por empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato. Os dados são do relatório do Coaf (órgão de inteligência financeira vinculado ao Ministério da Fazenda) que foi entregue à força tarefa da operação, segundo a revista, que não explica se o documento está vinculado a algum inquérito específico.

As empresas são: a Odebrecht (R$ 2,8 milhões), a Andrade Gutierrez (R$ 1,9 milhão), a OAS do Brasil, dos EUA e da Costa Rica (R$ 1,9 milhão), a Camargo Corrêa (R$ 1,4 milhão), a Queiroz Galvão (R$ 1,1 milhão), a UTC Engenharia (R$ 357 mil) e a Quip (R$ 378 mil). Esta última é uma sociedade entre quatro empreiteiras que presta serviços à Petrobras.

PUBLICIDADE

Do valor total, a empresa LILS destinou R$ 12,9 milhões para aplicações financeiras e R$ 5 milhões para plano de previdência privada. Foram pagos R$ 3 milhões em impostos, enquanto R$ 4,3 milhões foram transferidos para Lula, a Paulo Okamoto (presidente do Instituto Lula), e a Lurian, Luís Cláudio e Sandro (filhos do ex-presidente).

Os analistas do Coaf enviaram cerca de 2.300 relatórios à Polícia Federal, à Receita Federal e ao Ministério Público apenas em 2015. De acordo com a revista, o relatório sobre a Lils classifica a movimentação financeira da empresa como incompatível com o faturamento.

Em nota enviada para a Folha de S. Paulo, o Instituto Lula afirmou que o ex-presidente “fez palestras para dezenas de empresas de diferentes setores e países e temos plena certeza da legalidade e da correção das atividades”.