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Cerco fechando

Empreiteira usou conta de Temer para intermediar pagamento de propina para Henrique Alves

Ex-ministro do Turismo mantinha estreitos laços políticos com o presidente; viagem com jatinho da JBS pode ter sido a "última gota" para o PSDB

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SÃO PAULO – O cerco segue fechando para Michel Temer. Em um dos desdobramentos da Operação Manus, que prendeu o ex-ministro do Turismo do governo, Henrique Eduardo Alves, a Procuradoria da República do Rio Grande do Norte apurou que uma conta do atual presidente foi utilizada para intermediar o pagamento de uma propina de R$ 500 mil da OAS para Eduardo Alves.

De acordo com o documento divulgado pelo MP (Ministério Público), a empreiteira camuflou a propina através de doações para a campanha da chapa Dilma-Temer em 2014. Segundo apurou o MP, o esquema envolvia a remessa do dinheiro para o diretório estadual do PMDB que, logo após, repassava o montante para o ex-ministro de Temer, que, naquele ano, concorria ao governo do Rio Grande do Norte.

Rodrigo Telles de Souza, procurador que está cuidando do caso, mencionou as transações entre Temer e Henrique Alves para demonstrar que o ex-ministro mantinha estreitos laços políticos com o presidente, assim como no caso com o ex-assessor Rodrigo Rocha Loures.

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Pegou mal!

Depois de Temer admitir que de fato viajou em um jatinho da JBS em 2011, mas que “não sabia a quem pertencia a aeronave”, as lideranças de PT e da Rede Sustentabilidade no Senado anunciaram na noite de quarta-feira (7) que vão representar contra o presidente na PGR (Procuradoria Geral da República) por mentir e pelo uso da aeronave.

“O caso do uso do avião de Joesley é mais uma razão para a cassação de Temer. Vou denunciá-lo mais uma vez a PGR. Mentir é motivo para impeachment de presidente da República e deve constar na inevitável denúncia contra ele que será encaminhada a Câmara pelo STF”, afirmou Randolfe Rodrigues, líder da Rede.

Em vista de mais um escândalo envolvendo o presidente, Tasso Jereissati, atual presidente do PSDB, afirmou que este novo capítulo não foi bem recebido pelos parlamentares e que a sigla decidirá até segunda-feira (12) se irá desembarcar do governo. “Daqui para lá pode ter coisa nova. Estou preocupado com esse novo roteiro do TSE. Se absolver Temer e Dilma a casa cai”, finalizou.