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Membros da oposição ao governo do presidente em exercício Michel Temer foram os primeiros a falar na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, na sabatina dos indicados pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, a cargos de diretoria na instituição.
Lindbergh Farias (PT-RJ) questionou a pressa na substituição da diretoria do Banco Central antes da conclusão da votação sobre o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. “Para mim, parece que há cada vez mais uma ingerência política na decisão de se baixar a taxa de juros ou não”, acrescentou.
O senador petista também criticou a meta de déficit primário de R$ 170,5 bilhões do governo interino, alfinetando o acordo fechado pela equipe econômica com os governo estaduais sobre as dívidas com a União, com um impacto fiscal de R$ 50 bilhões até 2018.
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Ele voltou dizer que acha que há conflito de interesses no fato de Ilan Goldfajn ter sido diretor do Itaú e do indicado para diretor para Política Monetária do BC, Reinaldo Le Grazie, ter sido diretor do Bradesco. “Estou encaminhando o voto favorável para três diretores e contrários para Le Grazie”, completou.
Já o senador Armando Monteiro (PTB-PE) pediu que os indicados detalhem suas visões sobre o regime de câmbio flutuante, lembrando que esse é um fator de competitividade para as exportações. “O regime de livre flutuação me parece que não corresponde aos interesses das economias emergentes. Sem um câmbio amigável, o setor exportador desses países perde força”, disse Monteiro.
O ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior questionou ainda os indicados sobre o alto nível de spreads bancários no Brasil, afirmando que margens brutas de intermediação financeira no País estão muito acima dos níveis de outras economias com as mesmas características. Monteiro culpou a relativa insegurança jurídica no setor, superestimação da inadimplência e a concentração do mercado bancário no País.