Rebatendo reações

Em meio a polêmicas, porta-voz diz que agenda eleitoral não é causa de ações de Temer

"Qualquer decisão de governo é regida exclusivamente pelas reais necessidades de encontrar soluções para os problemas do povo brasileiro", disse Alexandre Parola  

SÃO PAULO – Em meio as polêmicas sobre a real motivação do presidente Michel Temer em fazer a intervenção militar, o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, convocou jornalistas no Planalto para pronunciamento e negou que  a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro tenha caráter eleitoral.

“Qualquer decisão de governo é regida exclusivamente pelas reais necessidades de encontrar soluções para os problemas do povo brasileiro”, disse Parola. 

Segundo ele, a única lógica que motivou a intervenção federal na área de segurança pública no Rio foi a demanda da sociedade. Além disso, sem citar nomes, apontou que assessores ou colaboradores que expressem ideias ou avaliações sobre essa matéria não falam, nem têm autorização para falar, em nome do presidente.

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Parola não explicou o motivo do pronunciamento, mas falas diversas ajudam a entender o porque dessa fala. Hoje, a coluna de Bernardo Mello Franco no jornal O  Globo publicou que marqueteiro de Temer, Elsinho Mouco, dissera que Temer ganhou grande chance para sonhar com novo mandado. Mouco criticou coluna em nota, dizendo que são opiniões pessoais e que não fala em nome do governo.

Já o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que “Temer quer pegar os votos do Bolsonaro e inventou essa de colocar o Exército no Rio de Janeiro; o militar não é preparado para lidar com bandido, mas para lidar com inimigo de outro país”.

Ontem, por sua vez, o deputado Jair Bolsonaro afirmou considerar a intervenção no Rio paliativa e que “Temer não iria roubar o seu discurso”. “Temer já roubou muita coisa aqui, mas o meu discurso ele não vai roubar, não”, afirmou. 

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