Polêmica com Venezuela

Em meio à polêmica, Renan afirma que “senadores vão à Venezuela em avião de carreira”

Ontem, ganhou destaque a notícia de que o governo da Venezuela  negou autorização para que o avião militar com a comitiva sobrevoe e pouse no país, na próxima quinta-feira

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Em entrevista coletiva concedida na manhã de terça-feira (16) o presidente do Senado, Renan Calheiros, anunciou que a disposição da comitiva de senadores que visitará o país é viajar em um avião de carreira. A decisão seria consequência do fato da resposta oficial da FAB (Força Aérea Brasileira) ainda não ter ocorrido, após a solicitação da Mesa do Senado.

Ontem, ganhou destaque a notícia de que o governo da Venezuela  negou autorização para que o avião militar com a comitiva sobrevoe e pouse no país, na próxima quinta-feira.

As questões frente os problemas de autorização foram confirmadas pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE), senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), e pelo presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG). Renan Calheiros, presidente do Senado, foi acionado para reverter a situação.

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Renan informou que se reuniu diversas vezes com o ministro da Defesa, Jaques Wagner, e acredita que ele trabalhou no sentido de construir um acordo com as autoridade venezuelanas.

“Esta é a minha percepção. É uma visita do Senado, um poder independente, não há nada fora do script”. A disposição da comitiva de senadores é viajar na quinta e Renan acredita que não existe uma controvérsia em torno da FAB.

“A resposta não chegou, mas há muito rumor porque a disposição dos senadores é ir em avião de carreira. Wagner me disse que não tem uma posição definitiva da Venezuela, mas esta também é uma questão resolvida a partir da decisão dos senadores”.

Renan afirmou ainda que “o fato da FAB não ter respondido” não deixa de ser entendido como uma negativa, e acredita que o assunto não provoca qualquer crise entre os dois países.

A comitiva de senadores tem a intenção de visitar presos políticos daquele país, como Leopoldo Lopez (líder do partido Vontade Popular), o ex-prefeito de Caracas, Antonio Ledezma e o ex-prefeito de San Cristobal, Daniel Ceballos. Todos fazem oposição ao presidente do país, Nicolás Maduro.

(Com Agência Senado)