Em janeiro, déficit nominal teve forte queda e ficou em R$ 470 milhões

No período, o resultado primário ficou positivo em R$ 13,457 bilhões, recorde histórico para um mês de janeiro, informou o BC

SÃO PAULO – Em janeiro, o governo apresentou um superávit primário de R$ 13,457 bilhões, o melhor resultado para um mês de janeiro desde o início da série, em 1991.

O número representa um expressivo avanço frente ao mesmo período de 2006. Ao mesmo tempo, o pagamento de juros, na mesma base de comparação, diminui de R$ 17,928 bilhões para R$ 13,927 bilhões.

Desta forma, foi registrado um forte recuo do déficit nominal, que passou de R$ 14,861 bilhões em janeiro de 2006 para R$ 470 milhões no primeiro mês de 2007, de acordo com a Nota de Política Fiscal divulgada pelo Banco Central nesta manhã.

Fluxo de 12 meses

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No período de 12 meses encerrado em janeiro de 2007, o Governo registrou um superávit primário de R$ 100,535 bilhões, acima do registrado em 2006 (R$ 90,144 bilhões).

Além disso, a despesa com juros passou de R$ 160,027 bilhões para R$ 156,025 bilhões, na mesma base de comparação, de maneira que o déficit nominal recuou de R$ 69,883 bilhões para R$ 55,491 bilhões.

A relação entre a Necessidade de Financiamento do Setor Público (NFSP) e o PIB recuou, ao passar de 3,35% nos doze meses terminados em dezembro, para 2,64% nos doze meses terminados em janeiro.

Encargos com juros caíram

Já a participação dos gastos com juros nominais sobre o PIB ficou em 7,43%, no período de doze meses terminados em janeiro, enquanto a parcela fora de 7,66% em dezembro.

A relação do superávit primário, por sua vez, teve um aumento ao passar de 4,32% para 4,79% do PIB, resultado acima da meta estipulada pelo governo, que é de 4,25% do PIB.
A tabela abaixo compara a evolução da NFSP em novembro de 2006, com aquela registrada no mesmo período do ano passado.
























R$ BilhõesJan/07Jan/06Var%
NFSP*0,47014,861-96,8%
Juros nominais*13,92717,928-22,3%
Resultado
primário*
-13,457-3,066338,9%

*(+)Déficit (-)Superávit
Fonte: Banco Central