Eleições

Em guerra interna, PT avalia estratégia contra isolamento político

Segundo jornal, partido discute se deve anunciar ou não um pré-candidato a vice para participar de debates e conceder entrevistas

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SÃO PAULO – Em meio a uma intensa disputa interna entre os que desejam discutir planos alternativos à candidatura de Lula e os que insistem no nome do ex-presidente para as eleições de outubro, o PT enfrenta um novo dilema. Conforme noticia o jornal O Globo nesta sexta-feira, a sigla avalia se deve anunciar ou não um pré-candidato a vice. Diante da ausência de Lula, preso há um mês em Curitiba, o ocupante do posto teria a função de dar entrevistas e tentar conseguir participar de debates.

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Na última quinta-feira, o PT ingressou com representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com pedido de liminar para garantir a presença de um representante do partido na série de entrevistas com os pré-candidatos a presidente, feita pelos principais veículos de imprensa.

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O anúncio imediato de um pré-candidato a vice, porém, traz dificuldades para a busca de alianças, o que poderia isolar o partido na corrida presidencial, sobretudo se a candidatura de Lula provar-se inviável pela Lei da Ficha Limpa futuramente.

Segundo a reportagem, o nome mais cotado para a posição é o do ex-chanceler Celso Amorim. Outra opção seria indicar o ex-ministro Jaques Wagner ou o ex-prefeito Fernando Haddad. Os dois são cotados como principais alternativas de candidatura própria do partido na ausência de Lula. A discussão de “plano B”, contudo, tem sido interditada por dirigentes petistas. A ideia é insistir na candidatura do ex-presidente, estratégia endossada por ele mesmo.

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