Em dez anos, Japão terá 4,4 milhões de trabalhadores a menos

Número é maior que o divulgado em 2005. Incentivo à entrada de mulheres e jovens no mercado de trabalho pode frear queda

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SÃO PAULO – Um estudo do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social do Japão, comprovou que a força de trabalho no país irá diminuir em 4,4 milhões de trabalhadores, número maior que o previsto na pesquisa realiza em 2005.

Já para 2030, as expectativas são de que o país asiático terá 10,7 milhões de pessoas a menos trabalhando do que as registradas atualmente.

De acordo com o governo, o aumento na queda é conseqüência da contínua redução no número de nascimentos no Japão.

População economicamente ativa

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A pesquisa considera como parte da população de trabalhadores pessoas com mais de 15 anos e que estejam empregadas ou procurando um trabalho.

Em 2006, essa população era de 66,57 milhões de pessoas, mas, até 2017, deve atingir o número de 62,17 milhões. A queda no número de trabalhadores causa preocupações sobre a estabilidade do sistema de bem-estar social e no crescimento econômico do Japão.

Facilidade de emprego para mulheres pode diminuir a queda

Ainda de acordo com a pesquisa, se forem tomadas medidas que facilitem a entrada no mercado de trabalho de mulheres e jovens, a queda no número de trabalhadores pode ser para 1 milhão em 2017, e para 4,8 milhões até 2030.

Em 2006, apenas 48,5% das mulheres estavam inseridas no mercado de trabalho, um declínio de 1,5% na comparação com a década de 90.

Espera-se que, nos próximos cinco anos, o governo realize ações de incentivo ao retorno ao trabalho de mulheres que tiveram filhos; o aumento no número de empresas que beneficiem os funcionários que continuem trabalhando, mesmo depois de completar 70 anos; e também em ações de apoio para que jovens que trabalhem em empregos temporários, consigam empregos fixos.