Nova delação no radar

Em delação que atinge FHC, Lula, Aécio e Serra, Valério diz ter operado caixa 2 para Usiminas

O acordo de delação de Marcos Valério ainda precisa ser homologado pelo STF para ter valor jurídico

SÃO PAULO –  Em acordo de delação premiada, o empresário Marcos Valério, condenado pelo mensalão, disse à Polícia Federal ter intermediado contribuições de caixa 2 da Usiminas (USIM5) – cliente de suas agências – para campanhas políticas entre 1998 e 2002. As informações são do jornal O Globo deste sábado (22).

A empresa teria doado R$ 1 milhão (em valores da época) para a campanha pela reeleição de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 1998; e o mesmo valor para as campanhas de Lula (PT) e José Serra (PSDB) à Presidência, em 2002; e de Aécio Neves (PSDB) ao governo de Minas, também em 2002. Os valores foram autorizados por Rinaldo Soares, então presidente da Usiminas. O acordo de delação de Valério precisa ser homologado pelo STF para ter valor jurídico. 

Os valores para a campanha de FHC e Serra teriam sido entregues ao mineiro Pimenta da Veiga. No caso de Serra, parte dos recursos teria sido usado para pagar diretamente fornecedores de campanha. O pagamento à candidatura Lula teria sido entregue ao então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, e usado para pesquisas. No caso de Aécio, o repasse teria sido acertado diretamente com o atual senador, segundo afirma o jornal.

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Em nota, Serra disse que campanhas foram conduzidas “dentro da lei, com finança sob responsabilidade do partido”.  O advogado de Aécio, Alberto Toron, disse ao jornal que as acusações são falsas e feitas por condenado que busca “desesperadamente benesses para amenizar sua pena”. A assessoria de Lula informou que cabe ao PT se manifestar sobre o tema. FHC, Pimenta da Veiga, Delúbio Soares e a direção do PT não foram localizados pelo jornal.