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Em delação “fulminante”, Palocci diz que Lula recebeu US$ 1 mi de Kadafi em 2002, afirma Veja

A assessoria de Lula respondeu que não comentará a "suposta alegação de possível delação"

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SÃO PAULO – A proposta de delação premiada do ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff, Antonio Palocci,  terá implicações sobre o ex-presidente petista que lidera as pesquisas de intenção de voto para a eleição de 2018, segundo a revista Veja.

De acordo com a publicação, Palocci afirmou que, em 2002, o ditador da Líbia Muamar Kadafi (morto em 2011) enviou secretamente ao Brasil US$ 1 milhão para financiar a campanha eleitoral do então candidato Lula. A revista ainda aponta que o capítulo da colaboração que foi entregue ao Ministério Público e trata das relações financeiras entre Lula e o ditador líbio tem “o potencial para fulminar o partido [PT] e o próprio ex-presi­dente”. Isso porque a lei eleitoral proíbe dinheiro de “procedência estrangeira”, o que pode levar à cassação do registro do partido.

A assessoria de Lula respondeu, quando procurada pela Bloomberg, que não comentará a “suposta alegação de possível delação”. 

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Palocci tem demonstrado nos últimos meses intenção de delatar Lula. Em setembro, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, o ex-ministro citou um “pacto de sangue” entre o empresário Emílio Odebrecht e o ex-presidente, que teria envolvido um “pacote de propinas” ao petista no final de seu mandato no Palácio do Planalto, em 2010. no final daquele mês, Palocci entregou carta de desfiliação ao PT  citando sete casos investigados pela Operação Lava Jato que incriminam os ex-presidentes Lula e Dilma.