Segundo colunista

Em Curitiba, frente pró-Lula cita risco de “ataque dos coxinhas” e orienta traje com simbologia de luta, diz colunista

Segundo coluna Painel, da Folha, militantes receberam no domingo uma espécie de guia de atuação distribuído pela Frente Brasil Popular

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SÃO PAULO – Muitos militantes estão indo para Curitiba (PR) para acompanhar o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro na próxima quarta-feira (10). E, de acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, esses militantes receberam no domingo uma espécie de guia de atuação distribuído pela Frente Brasil Popular. 

A orientação é para “se trajar com simbologia da luta”, usando bonés ou chapéus, camiseta vermelha, além de faixas e cartazes. “Não devemos entrar em provocações”, diz o guia, que ainda orienta os apoiadores a andar em delegações sob alegação de “risco de ataques por parte dos coxinhas”.

Os manifestantes pretendem montar acampamento em Curitiba e cada caravana será responsável por providenciar sua alimentação. A orientação é para levar um “kit militante completo”, composto por colchão, roupa de cama, toalha e objetos de uso pessoal.

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Vale destacar que, no último sábado, Moro divulgou um vídeo em que pede para que manifestantes não compareçam à Justiça Federal em Curitiba no dia do depoimento de Lula.  “Não costumo fazer isso, mas vou fazer isso dessa vez”, diz Moro logo no início da gravação. “Tenho ouvido que muita gente que apoia a Operação Lava Jato pretende vir a Curitiba manifestar esse apoio, ou pessoas mesmo de Curitiba pretendem vir aqui manifestar esse apoio… eu digo o seguinte: este apoio sempre foi importante, mas nessa data ele não é necessário”, afirma o magistrado no vídeo que foi publicado na página do Facebook mantida por sua mulher, Rosângela Wolff Moro.

O depoimento de Lula será dado no processo em que ele é acusado de receber propina da empreiteira OAS por meio das reformas de um apartamento tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo, e de um sítio em Atibaia, no interior do estado. A defesa do ex-presidente nega que ele seja dono dos imóveis.

(Com Agência Brasil)