Economia

Em crítica à Obama, Romney ataca atuação do Fed em lançar QE3

Republicanos se mostram contrários à intervenção da autoridade monetária: "economia dos EUA não precisa mais de medidas artificiais e ineficientes"

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SÃO PAULO – Mitt Romney, candidato republicano que está na disputa para Casa Branca, atacou novamente a atuação do atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Segundo Romney, o terceiro programa de Quantitative Easing anunciado nesta quinta-feira (13) pelo Federal Reserve era mais um “resgate” de Obama à economia dos EUA, enquanto outros membros do partido republicano, também conhecido como Grand Old Party, chamaram a atuação de presidente do Fed, Ben Bernanke, de “choque na economia”.

Após o Fed anunciar a compra de US$ 40 bilhões por mês em títulos lastreados em hipotecas, em ação de duração ilimitada, o diretor da campanha política do candidato republicano, Lanhee Chen, disse em press release: “O anúncio do Fed do QE3 é mais uma confirmação que o presidente Obama não está trabalhando. Após quatro anos de estagnação de crescimento, queda das rendas, aumento dos preços e persistente taxa elevada de desemprego (atualmente em 8,1%), a economia norte-americana não precisa mais de medidas artificiais e ineficientes. Nós devemos criar riqueza, e não imprimir dólar”.

Os líderes republicanos disseram para o Wall Street Journal que a ação do Fed é um sinal das más políticas de administração de Obama. “Bernanke repetidas vezes, e com razão, advertiu o Congresso e a administração que sem ação e os crescentes déficits irão corroer a nossa prosperidade e deixar a próxima geração da América com menos oportunidades”, disse o representante de Alabama, Spencer Bachus para jornal norte-americano. 

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Na mesma linha seguiu o líder da bancada republicana na Câmara, deputado Kevin McCarthy, eleito pela Califórna: “As ações do Fed hoje deixam uma coisa clara: as políticas econômicas da atual administração falharam miseravelmente”.

Caso vença em novembro a eleição para a Casa Branca, o candidato Romney, já afirmou que substituiria o presidente do Fed. Em entrevista para o canal de televisão Fox Business, ele disse que prefiria escolher alguém que estivesse mais em linha com seu próprio pensamento econômico. 

Bernanke é o presidente do Fed desde 2006, tendo sido nomeado pelo ex-presidente republicano George W. Bush, que esteve no comando entre 2001 e 2008, para um período de quatro anos. Após dirigir o Fed durante a crise e a recessão de 2008 e 2009, ele foi renovado em seu cargo pelo presidente democrata Obama em fevereiro de 2010, ganhando novamente uma confirmação do Senado.