Afirma colunista

Em alegações finais, Dilma usará fala de ministro de Temer que tratou “impeachment como golpe”

Porém, segundo coluna Painel, da Folha, aliados do atual AGU alegam que Fabio Osório falava como advogado privado sobre fatos anteriores ao mandato - este não é o caso atual

SÃO PAULO – O presidente da Comissão Especial do Impeachment no Senado, Raimundo Lira (PMDB-PB), prorrogou por 24 horas o prazo para que a defesa da presidente afastada, Dilma Rousseff, entregue os documentos com as alegações finais do processo. Com isso, o prazo que vencia amanhã (27) foi estendido até quinta-feira (28). 

E na alegação final que entregará à Casa, a defesa da petista usará um compilado de declarações de rivais da presidente para argumentar que o impeachment é ilegal, segundo informa a coluna Painel, da Folha de S. Paulo.

A coluna aponta que, entre as falas está a do atual advogado-geral da União da gestão do presidente interino Michel Temer, Fabio Medina Osório, que em 2015 usou a expressão “golpe revestido de institucionalidade” para se referir ao processo de impeachment. Ele também usará entrevista Eduardo Cunha (PMDB-RJ); ele disse que ter “livrado o país” de Dilma é uma marca da qual se orgulha.

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Porém, diz a coluna, aliados do ministro dizem que, na entrevista, Osório falava como advogado privado sobre fatos anteriores ao mandato – este não é o caso atual. Caso usem a fala, a defesa tentará induzir senadores a erro, afirmam os aliados de Osório. Dilma ainda resiste à ideia de ir pessoalmente ao Senado fazer sua defesa. Porém, aliados tentam convencê-la de que a presença pode ser importante.

Após a entrega das alegações, a documentação será encaminhada ao relator da comissão, Antonio Anastasia (PSDB-MG), que terá cinco dias para apresentar seu parecer sobre a acusação. O relatório será votado pela comissão, por maioria simples – metade mais um dos senadores presentes à sessão.

Em seguida, haverá nova votação no plenário da Casa, sob o comando do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, encerrando, assim, a fase de pronúncia do impeachment.