Cide, Petrobras, meta...

Em 1º discurso, Joaquim Levy sinaliza austeridade, mas “foge” de 4 questões espinhosas

Levy "ignora" pergunta se flexibilização de meta "fica bem para Brasil" e ainda não fala sobre aumento de impostos, meta do superávit flexibilizada em 2014 e nome do novo secretário do Tesouro

SÃO PAULO – O futuro ministro da Fazenda Joaquim Levy sinalizou maior austeridade, a aproximação com o mercado de capitais e até falou sobre a meta do superávit primário para 2015, de 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto).

Porém, mesmo dando algumas indicações sobre o que será o novo governo, ele “fugiu” de algumas questões espinhosas. Perguntado por jornalista sobre se “fica bem para o Brasil” a flexibilização do superávit primário de 2014 – em tramitação no Congresso – Levy “ignorou” a pergunta e foi bem breve, o que provocou risadas na coletiva e até do próprio Joaquim Levy. Ele também fugiu de outras três perguntas: se seguiria os mesmos passos de Guido Mantega e presidiria o Conselho da Petrobras, se haverá aumento da Cide para aumentar a receita do governo e quem será o secretário do Tesouro. 

O futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que “é um pouco precipitado” o nome de presidência do Conselho de Administração da Petrobras. Prometendo não haver “precipitações”, Levy argumentou que as providências cabíveis para alcançar as metas propostas serão tomadas. “A gente vai estar cumprindo esse calendário e tomando as medidas sem precipitações.”

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Questionado sobre quem assumirá a secretaria do Tesouro, hoje liderada por Arno Augustin, o futuro ministro afirmou que nenhum nome será divulgado agora, sob o argumento de que é muito importante manter todo o processo “no rito”. “Temos desafios, mas estamos aqui sem nenhuma agonia”, encerrou.

(Com Agência Estado)