Eletrobrás: diretor defende retirada da companhia do cálculo de superávit primário

Objetivo é utilizar dinheiro que iria para pagamento de dívidas em investimentos; custo da energia poderá ser reduzido

SÃO PAULO – O diretor administrativo da Eletrobrás, Miguel Colasounno, defendeu nesta quinta-feira (16) a retirada da companhia do cálculo do superávit primário brasileiro – economia feita para o pagamento dos juros das dívidas públicas.

Na última quinta-feira, o governo anunciou a redução da contribuição das empresas estatais para o esforço fiscal, que passou a ser de 0,7% para 0,2% do PIB (Produto Interno Bruto) com a retirada da Petrobras ainda este ano, de acordo com projeto de lei que foi enviado ao Congresso Nacional para modificar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2009.

O projeto prevê a redução da meta de superávit primário de 3,8% para 2,5% em 2009. Também será proposto a diminuição do esforço fiscal dos estados e municípios, de 0,95% para 0,90% da produção interna.

Investimentos

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Segundo Colasuonno, o objetivo da Eletrobrás é utilizar o dinheiro que iria para o pagamento de dívidas em investimentos no sistema energético, com possível redução de energia em setores chave da economia. “Pretendo obter as mesmas vantagens da Petrobras com o superávit primário”, afirmou em entrevista após apresentação do Plano de Ação Contra Crise.

Com a Petrobras fora do cálculo do superávit primário, 0,5% do PIB estará disponível para incentivos e investimentos em diversas cadeias produtivas.