Josias de Souza

Eleição presidencial indireta entra nos cálculos políticos em Brasília, diz colunista

A morosidade e as incertezas sobre a cassação podem fazer com que o impeachment volte a ser a saída mais interessante

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SÃO PAULO – A prisão do marqueteiro João Santana voltou a elevar a temperatura da possível cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, reeleita na disputa presidencial de 2014. Juntamente com a maior atenção dada aos quatro processos protocolados pelo PSDB contra a presidente e seu vice por suposto abuso de poder econômico, voltou a ser discutida nos bastidores de Brasília a chance de haver eleições presidenciais indiretas caso o afastamento da dupla ocorra de fato. É o que conta o blogueiro do UOL Josias de Souza.

Conforme conta o jornalista, a demora média para a tramitação do processo no Tribunal Superior Eleitoral faz com que alguns políticos também incluam o cenário de eleições diretas, que ocorreria caso a cassação ocorresse nos últimos dois anos do mandato. Levantamento feito por um ministro da própria corte mostra que se consumiu em média dois anos para julgar os pedidos de cassação de governadores, o que pode ser um banho de água fria aos planos do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ou de Marina Silva (Rede), cujo cenário ideal seria a cassação seguida de eleições diretas.

Josias ainda cita um agravante quando se leva em consideração o texto constitucional que trata do tema: a ausência de lei que a regulamente. Tal morosidade e incerteza no campo da cassação podem fazer com que o impeachment volte a ser a saída mais interessante. No entanto, neste caso, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), segue sendo peça determinante.

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