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Eleição na Alemanha, leilão da ANP e PIB: os 7 eventos que vão agitar a próxima semana

Confira os principais eventos que vão agitar o mercado na próxima semana

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SÃO PAULO – Após uma semana de menor agitação, com o mercado de olho na decisão do Fomc e nos dados de inflação no Brasil, o Ibovespa encerrou sua sequência de oito semanas de alta e recuou 0,48%, se mantendo nos 75.389 pontos. Para os próximos dias, a agenda segue mais tranquila, mas o mercado brasileiro passará por dois importantes “testes”.

Estão marcados para quarta-feira (27) dois importantes leilões na B3 e que vão ajudar a entender como está o interesse do investidor estrangeiro no País, fato importante para a sustentação da bolsa, já que os “gringos” são a maior parte do volume no mercado. O primeiro destaque é a 14ª rodada de leilões da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Nesta semana, o diretor geral da agência, Décio Odone, disse que com os novos leilões de petróleo e gás natural deve gerar investimentos da ordem de R$ 850 bilhões nos próximos 10 anos, sendo que cerca de R$ 350 bilhões deverão ficar com a indústria nacional – considerando todos os leilões.

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Odone disse que espera um grande sucesso no leilão desta quarta e que a ideia do governo é garantir que a renovação do portfólio de exploração no País seja permanente, após anos de lentidão na realização de rodadas pela ANP. A 13ª rodada ocorreu no governo anterior, com licitações de áreas no pós-sal e um leilão do pré-sal (Campo de Libra).

O outro leilão é o das usinas da Cemig, mas este caso está travado na Justiça ainda. Até o momento está tudo programado para ocorrer na quarta, mas a companhia entrou com um pedido para adiamento de 15 dias. As usinas envolvidas são Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande. A previsão do governo é arrecadar R$ 11 bilhões e usar o dinheiro para atingir a meta fiscal deste ano.

Exterior
No cenário internacional, a atenção principal fica com a eleição legislativa na Alemanha. Tanto a imprensa quanto especialistas tratam a atual chanceler Angela Merkel como a favorita e poucos veículos apontam para a chance de ela sair derrotada. Mesmo assim, os investidores ficam de olho no pleito tendo ainda na lembrança as surpresas com o Brexit e a vitória de Trump nos EUA.

Outro ponto importante fica com os sete discursos de membros do Federal Reserve. Mesmo após a decisão desta semana – em que foi mantida a projeção de alta de juros em dezembro e foi anunciado o início da redução do balanço -, qualquer novidade na fala deles poderá mexer com o mercado. Na terça-feira (26), às 13h, quem falará será a chair Janet Yellen.

Indicadores
Na agenda, destaque para o Resultado Primário do Governo Central, na quinta-feira (28), que deve registrar déficit ao redor de R$ 13,9 bilhões, confirmando o consenso de piora dos resultados fiscais no curto prazo. No dia seguinte, às 9h sai o resultado da Pnad Contínua, que deve apresentar uma melhora no mercado de trabalho, com aumento de População Ocupada.

Ocorre também na próxima semana a decisão da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), atualmente em 7%. Após as recentes sinanlizações do Banco Central, a expectativa do mercado é que o CMN reduza a taxa em 50 pontos-base, para 6,5%, a fim de manter algum subsídio na taxa.

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Na agenda internacional, destaque para os dados de atividade e de inflação nos Estados Unidos, na sexta-feira (29) às 9h30. No dia anterior, no mesmo horário, será apresentada a última revisão para o PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano referente ao segundo trimestre.