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Eike não irá para Alemanha e permanecerá em NY, diz advogado ao WSJ

Fernando Martins afirmou que se reunirá pessoalmente com a Polícia Federal e com promotores no início da tarde de sexta-feira para decidir quando Batista voltará ao Brasil

Eike Batista (Bloomberg)
Eike Batista (Bloomberg)

SÃO PAULO – Em entrevista ao jornal Wall Street Journal, o advogado de Eike Batista afirmou que o empresário ainda está em Nova York em um local não revelado e não irá para a Alemanha, onde também é cidadão.

Fernando Martins afirmou que se reunirá pessoalmente com a Polícia Federal e com promotores no início da tarde de sexta-feira para decidir quando Batista voltará ao Brasil. Martins disse que ele e Batista não haviam discutido as alegações contra o empresário e falaram apenas sobre o eventual retorno ao País. 

Com mandado de prisão contra ele, Eike foi incluído na lista de procurados da Interpol, a polícia internacional. Após não localizar o empresário pela manhã de ontem, a Polícia Federal (PF) solicitou ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal no Rio e que autorizou o mandado de prisão do empresário, que formalizasse o pedido de inclusão do nome de Eike na lista, o que ocorreu no decorrer do dia. Com isso, o empresário pode ser preso no exterior, ser extraditado e passou a ser considerado foragido internacional.

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Vale destacar que ontem o delegado federal Tacio Muzzi, um dos coordenadores da Operação Eficiência, disse em entrevista à imprensa que ainda não é possível informar se Eike foi para os Estados Unidos com intenção de fugir. “Estamos tendo cuidado para ver se há espontaneidade de ele se apresentar à Justiça.” 

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o professor de direito penal internacional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e procurador regional da República Artur Gueiros considera que será “muito difícil” trazer Eike Batista caso ele vá para Alemanha. “O governo brasileiro até poderia tentar uma extradição por vias diplomáticas. Mas a repercussão negativa da situação carcerária no Brasil, com as rebeliões, pode ser um elemento contra”, afirmou Gueiros.