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Eike na CPI e os testes de Dilma: os 5 assuntos que você tem que olhar nesta terça

Bolsas mundiais têm um dia de alívio, enquanto os investidores ficarão de olho na votação dos vetos presidenciais e no Congresso do PMDB

SÃO PAULO – Enquanto as bolsas mundiais têm um dia de alívio após a tensão da véspera em meio aos atentados em Paris, os mercados seguem de olho nos desdobramentos geopolíticos e o impacto nos mercados. No Brasil, a presidente Dilma Rousseff testará o seu fôlego político: o congresso do PMDB, a votação de vetos às pautas-bomba e a instalação da Comissão Especial que vai analisar a prorrogação da DRU. Na CPI do BNDES, o empresário Eike Batista será ouvido esta manhã. Confira os principais assuntos a se atentar hoje: 

Bolsas mundiais
As bolsas europeias têm um dia de forte alta acompanhando os ganhos registrados no final da tarde da véspera em Wall Street, enquanto o petróleo interrompe alta com a diminuição da tensão causada pelos atentados em Paris. Vale destacar os dados do setor de automóveis na zona do euro, que teve alta de 2,7% em outubro na base de comparação anual e impulsiona o setor. Já na Ásia, após um desempenho sólido nas operações de mais cedo, as bolsas chinesas perderam fôlego e terminaram esta terça-feira com pouca variação em meio à queda dos papéis das empresas de menor valor de mercado devido a realização de lucros, refletindo como a confiança do mercado continua frágil. O índice de Xangai recuou 0,04%, para 3.605 pontos; porém, Hang Seng subiu 1,15%; o japonês Nikkei também teve expressiva alta, de 1,22%. 

Eike na CPI do BNDES
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito)) que investiga supostas irregularidades na gestão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) realiza audiência pública para ouvir o empresário Eike Batista, fundador do Grupo EBX, nesta terça-feira (17), às 9h30 (horário de Brasília).  A reunião será realizada a pedido dos deputados Miguel Haddad (PSDB –SP); Carlos Melles (DEM-MG) ; Sérgio Vidigal (PDT-ES) e Arnaldo Jordy (PPS-PA) que querem informações sobre os investimentos feitos pelo BNDES nas empresas de Eike Batista, que enfrentam uma crise financeira.

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Agenda de indicadores
O mercado também deve se atentar aos dados econômicos, tanto no Brasil quanto nos EUA. Em meio a expectativas de alta dos juros do Fed em dezembro, EUA divulgam os dados de inflação ao consumidor (CPI, às 11h30) e produção industrial (12h30) hoje. No Brasil, destaque também para o dado de inflação medido pelo IGP(10) e para os dados de arrecadação referentes a outubro, que serão divulgados às 14h30. De acordo com pesquisa da Bloomberg, o País deve ter elevado a arrecadação de outubro para R$ 106 bilhões, ante os R$ 95,2 bilhões de setembro. O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, Claudemir Malaquias, comenta os números às 15:00.

Agenda política
No plano doméstico, a agenda política concentra a atenção dos investidores com as expectativas de que serão votados, a partir das 19h, os vetos presidenciais restantes da pauta-bomba pelo plenário do Congresso Nacional. Entre os textos analisados pelos parlamentares, destaque para o veto relativo ao projeto que concede reajustes de até 78% aos servidores do Judiciário. Também vale observar a instalação da já atrasada comissão especial que vai analisar a proposta de prorrogar e elevar a alíquota da DRU (Desvinculação de Receitas da União) – projeto essencial para o equilíbrio das contas do governo no ano que vem. Vale destacar ainda as novas notícias sobre Joaquim Levy: segundo o jornal Valor Econômico, Lula vai reduzir pressão para Dilma substituir Levy, enquanto PT insiste em substitui-lo por Meirelles. 

Congresso do PMDB
Em meio ao clima de dificuldades de o governo controlar sua base aliada, a terça-feira também marca o Congresso Nacional do PMDB, que discutirá o documento “Uma ponte para o futuro”, produzido pela Fundação Ulysses Guimarães, sobre possíveis saídas para a atual crise econômica e política. O encontro não marcará a ruptura do principal partido governista com a gestão de Dilma Rousseff, mas pode ensaiar o passo com cada vez mais chances de ocorrer em 2016. A ala de peemedebistas insatisfeitos com a aliança cresceu nos últimos meses e deve aumentar a pressão para que o partido comece a alçar voos próprios. 

 

 

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