Operação Eficiência

Eike Batista tem cabeça raspada e é transferido para o presídio Bangu 9

Empresário, de 60 anos, é suspeito de lavagem de dinheiro em um esquema de corrupção que também atinge o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, que está preso

SÃO PAULO – O empresário Eike Batista, incluído na lista de procurados pela Interpol, foi preso na manhã desta segunda-feira (30) no aeroporto Internacional Tom Jobim-Galeão, no Rio de Janeiro. O avião que trouxe o empresário pousou no aeroporto às 9h54 (horário de Brasília).  Na madrugada de hoje, ele havia embarcado em um voo da America Airlines de Nova York para a capital fluminense.  Por volta das 10h30, ele chegou ao IML (Instituto Médico Legal) para ser submetido ao exame de corpo de delito e, por volta das 11h, foi levado para o presídio Ary Franco, chegando ao local por volta das 11h20. 

Contudo, por volta das 13h30, ele deixou o Ary Franco e, com a cabeça raspada,  foi colocado dentro de uma viatura da polícia, rumo ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Após a triagem, ficou decidido que Eike ficará na Cadeia Pública Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9, conforme informa o G1. Por não ter nível superior, ele não pode ir para Bangu 8, mesmo presídio em que está o ex-governador Sérgio Cabral e outros presos durante as operações Calicute e Eficiência, desdobramentos da Lava Jato. Segundo agentes do Seap (Serviço de Operação Especiais da Secretaria de Administração Penitenciária) disseram ao G1, o Bandeira Stampa é uma cadeia em que não há domínio de facção criminosa. As celas são para até seis presos, que costumam trabalhar dentro das próprias unidades prisionais – por isso, ganharam o apelido de “faxina”.

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Hora de passar as coisas a limpo

Em entrevista para a GloboNews, ainda nos EUA,  Eike disse que está na hora de “passar as coisas a limpo”. “Estou voltando e vou responder à Justiça, como é o meu dever”, disse. “O sentimento é que tem que se mostrar o que é, está na hora de eu mostrar e ajudar a passar as coisas a limpo”.

Eike, de 60 anos, é suspeito de lavagem de dinheiro em um esquema de corrupção que também atinge o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, que está preso. Ele foi considerado o homem mais rico do Brasil e, em 2012, o sétimo mais rico do mundo pela revista Forbes.

Na última quinta-feira (26), a Polícia Federal tentou deter o empresário em sua casa, no Rio de Janeiro, mas ele não estava lá. Os advogados informaram que Eike viajou a trabalho para Nova York e que voltaria ao Brasil para se entregar. A Polícia Federal o considerou foragido e a Interpol incluiu seu nome na lista de captura internacional.

O nome de Eike Batista apareceu na semana passada no âmbito da Operação Eficiência, um desdobramento da Operação Calicute, fase da Lava Jato, sobre propinas pagas por grandes empreiteiras a partidos e políticos para obter contratos da Petrobras.

(Com Agência Brasil)