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Egito: maior risco no curto prazo recai sobre mercado de petróleo, apontam analistas

Mercados emergentes devem sentir consequências mais rapidamente, aponta Paul Donovan, do UBS

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SÃO PAULO –  A intensificação dos protestos pela queda do governo de Hosni Mubarak, no poder desde 1981, mantém as tensões no Egito no foco dos investidores. A cada instante, novos fatos alimentam as incertezas acerca do futuro do país, inflamando os temores sobre desdobramentos negativos para os mercados financeiros.

O novo gabinete recém anunciado por Mubarak não serviu para acalmar os opositores e os conflitos se intensificaram ainda mais nos últimos dias – informações de agências internacionais dão conta entre 120 e 200 mortos. Este cenário foi responsável ainda por gerar um sentimento de aversão ao risco, principalmente após a agência Moody’s ter revisado para baixo o rating do país, de Ba1 para Ba2. 

Reflexos para emergentes
Os mercados, principalmente os emergentes, devem sentir quase imediatamente as consequências desta posição, sendo uma alta no preço das commodities, principalmente petróleo, a maior preocupação no momento, afirmou Paul Donovan, economista do UBS.

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Donovan também lembrou das questões estratégicas que envolvem o canal de Suez, e ainda, da importância que o preço dos alimentos terá a partir de agora, tendo sido este elemento um dos principais gatilhos para os movimentos de oposição no Egito e na Tunísia.

Lars Christensen, analista chefe do Danske Bank, traçou dois possíveis cenários de desfecho para o conflito: um positivo, outro negativo – atribuindo maior propabilidade ao positivo, mas lembrando sempre das incertezas que cercam a questão.

“Em um cenário positivo, haverá uma transição relativamente pacífica para um governo democrático no Egito, o qual deverá ser bem recebido pelos mercados”, já pela perspectiva negativa “as tensões se espalham pelo Oriente Médio, levando a problemas com a produção de petróleo e a alta no preço da commodity”, afirmou Christensen. 

 

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Últimos acontecimentos
No último final de semana, diversos eventos serviram para inflamar ainda mais os ânimos, fazendo com que sejam possíveis palpites precisos sobre o futuro do Egito. A tensão leva diversos países a organizar a retirada de seus cidadãos que vivem no país, tendo a China, os EUA, a Coreia do Sul e o Canadá já anunciado que enviarão aviões ao Egito.

O grupo de oposição ao regime Irmandade Muçulmana rejeitou quaisquer negociações enquanto Mubarak estiver no governo, podendo representar a maior possibilidade de um grupo islâmico chegar ao poder no Egito. Ademais, a oposição convocou uma greve geral por tempo indeterminado e uma grande passeata na próxima terça-feira (1) que deverá levar às ruas do Cairo mais de 1 milhão de pessoas.

O coro dos que lutam pela queda de Mubarak ganhou o apoio do vencedor do prêmio nobel da paz de 2005, Mohammed El Baradei, que atualmente ocupa o cargo de diretor geral da Agência de Energia Atômica. El Baradei chegou até a ser detido por forças do governo quando as manifestações tiveram início na última semana, de acordo com informações de agências internacionais.