Na miúda

Efeito negativo sobre Dilma por causa da Copa não se materializou

Especialista da Tendências Consultoria acredita que a escolha do nome do vice-presidente na chapa de Aécio pode ser um divisor de águas na campanha do tucano.

São Paulo – As pesquisas eleitorais mais recentes feitas no Brasil mostram a estabilidade das intenções de voto para a presidente Dilma Rousseff, avaliou Rafael Cortez, analista político da Tendências Consultoria. O especialista afirmou ainda que os levantamentos indicam que os efeitos negativos sobre a Dilma por Causa da Copa do Mundo não se materializaram. 

Ontem, o Ibope divulgou uma pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que apontou que a petista tem 39% das intenções de voto, de 38% na leitura anterior. Aécio Neves, do PSDB, aparece com 21%, de 22%, e Eduardo Campos, do PSB, detém apoio de 10%, de 13% na projeção anterior. No segundo turno, a presidente deve garantir a reeleição com 43% dos votos.

Sobre a oposição, Cortez destacou que Aécio conseguiu se firmar em outro patamar e se consolidou acima do 20%, deixando evidente o benefício de pertencer a um partido que divide o protagonismo com o PT no cenário político nacional. 

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A escolha do vice-presidente da chapa tucana é muito importante, mas pode não determinar o aumento das intenções de voto de Aécio. “O desafio para Aécio deve ocorrer em São Paulo, que representa 22% do eleitorado nacional, e, pela primeira vez, não vai ter um nome paulista na disputa presidencial”, disse Cortez. “A importância do vice do PSDB vai ser a de atrair a seção paulista para a campanha de Aécio”, acrescentou. 

A perspectiva mais preocupante é a enfrentada por Eduardo Campos. “Números sugerem que a força da 3ª via é bastante pequena”, explicou Cortez. “Campos não encontrou um discurso eficaz para atrair os descontentes, não conseguiu desconstruir completamente seu vínculo com o governo do PT. Falta identidade ao projeto”, completou o analista da Tendências. 

Para Cortez, o candidato do PSB tem potencial de crescimento, porém, admite que os números atuais não são favoráveis.