Eduardo Leite diz que discutir anistia a Bolsonaro é legítimo, mas depende do STF

Governador do RS defende respeito ao Judiciário e afirma que país precisa superar polarização entre Lula e Bolsonaro

Marina Verenicz

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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou nesta quinta-feira (3) que a discussão sobre uma eventual anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é legítima, mas depende do andamento do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada durante participação no Fórum de Lisboa.

“Entendo que o tema possa ser discutido, mas é preciso respeitar os ritos judiciais. Não foi encerrado o julgamento em relação aos crimes que tenha cometido. Vamos aguardar as definições do STF”, afirmou Leite a jornalistas.

O governador destacou que confia no trabalho da Corte e criticou a mudança de posição de aliados de Bolsonaro, que hoje atacam o Judiciário.

“É curioso que agora quem questiona o trabalho do Judiciário são aqueles que ali atrás estavam aplaudindo quando significou a prisão do seu adversário”, disse, em referência ao julgamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Leite também defendeu que o país precisa superar o impasse entre lulismo e bolsonarismo. Para ele, a política nacional está estagnada em torno de uma disputa entre dois nomes que já cumpriram seus ciclos.

“O que estamos discutindo na eleição neste momento no Brasil? A possibilidade da reeleição do presidente Lula. De outro lado, o que alguns buscam de alternativa é o ex-presidente, que está inelegível, que concorreu uma vez, foi eleito, tentou a reeleição, não conseguiu e está inelegível”, declarou.

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Para o governador, o cenário exige um novo projeto. “O país precisa superar isso. Acho que há uma questão geracional na política brasileira que de fato precisa evoluir. Não é só discutir Lula ou Bolsonaro, é discutir o Brasil. O país tem enormes desafios, tem crise nas contas públicas, tem desafios sociais e econômicos que permanecem”, concluiu.