Eduardo Bolsonaro promete “últimas consequências” e ameaça ampliar sanções dos EUA

Deputado intensifica ofensiva em Washington e cita presidentes da Câmara e do Senado como possíveis alvos da Lei Magnitsky

Marina Verenicz

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Deputado Eduardo Bolsonaro durante entrevista a imprensa. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
Deputado Eduardo Bolsonaro durante entrevista a imprensa. Foto Lula Marques/ Agência Brasil

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Em mais um aceno à sua ofensiva contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que está “disposto a ir às últimas consequências” para afastar Alexandre de Moraes do cargo.

A declaração foi feita em entrevista à BBC News Brasil, publicada nesta quarta-feira (13), durante sua passagem por Washington, onde participa de encontros com representantes do governo do presidente norte-americano Donald Trump.

Segundo Eduardo, a estratégia é “dobrar a aposta” até que o ministro perca apoio político. “Se depender de mim, a gente vai continuar aqui (…) até que a pressão seja insustentável e as pessoas que sustentam Moraes larguem a mão dele para que ele vá sozinho para o abismo”, disse.

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O parlamentar, que está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 articulando sanções contra autoridades brasileiras, também indicou que líderes do Congresso — Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) — podem entrar na mira da Lei Magnitsky caso não avancem com a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e com o impeachment de Moraes.