Política

Eduardo Bolsonaro e outros 17 aliados de presidente são punidos pelo PSL

As penas aplicadas aos deputados vão de advertência, aplicada a quatro congressistas, até a suspensão das atividades partidárias

(Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

SÃO PAULO – Os membros do Diretório Nacional do PSL, sigla presidida pelo deputado federal Luciano Bivar (PE), decidiram, pro unanimidade, punir 18 parlamentares da legenda ligados ao presidente Jair Bolsonaro, que deixou o partido há cerca de 20 dias para criar sua própria legenda, a Aliança pelo Brasil.

As penas aplicadas aos deputados vão de advertência, aplicada a quatro congressistas, até a suspensão das atividades partidárias, aplicada a outros 14, atendendo a recomendação dada pela Executiva Nacional do partido na semana passada. Consta na lista dos suspensos Eduardo Bolsonaro (SP), atual líder da bancada na Câmara.

O filho do presidente sofreu a punição mais dura: a suspensão de 12 meses, também aplicada sobre os deputados Bibo Nunes (RS), Alê Silva (MG) e Daniel Silveira (RJ). Carlos Jordy (RJ) e Vítor Hugo (DF), atual líder do governo na casa, foram suspensos por sete meses, enquanto Carla Zambelli (SP), Bia Kicis (DF), Filipe Barros (PR) e Márcio Labre (RJ) serão impedidas de desempenhares atividades partidárias por seis meses. Também foram punidos General Girão (RN), Junio Amaral (MG) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP), por três meses.

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A suspensão implica no afastamento do congressista das funções parlamentares que ele desempenha pelo partido. É o caso de liderança de bancada, relatorias e posições em comissões. A situação dos deputados nesta situação ainda está indefinida. Vale ressaltar que os retaliados podem lançar mão de dispositivo do regimento interno da casa que garante o direito de os deputados serem titulares de pelo menos uma comissão permanente.

Já os deputados Aline Sleutjes (PR) e Hélio Lopes (RJ) só serão advertidos.

No parlamento, o próximo passo dos bivaristas é recolher assinaturas para a escolha de um novo nome para liderar a bancada do partido na Câmara dos Deputados, substituindo Eduardo Bolsonaro.

O Diretório Nacional também dissolveu o diretório de São Paulo, um dos epicentros da crise entre bolsonaristas e bivaristas.