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Economista minimiza noticiário e diz que pré-sal só trará ganhos à Petrobras

Rumor de criação de estatal que seria responsável pelos recursos provenientes das novas descobertas foi tema da avaliação

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SÃO PAULO – Desde que começou a série de descobertas da Petrobras (PETR3, PETR4) em meados de novembro do ano passado, o noticiário envolvendo a camada do pré-sal não se fazia tão intenso. Nos últimos dias, a área responsável pela grande maioria das novas reservas anunciadas pela estatal foi alvo de diversas especulações e movimentou o mercado.

As direções apontadas pelos rumores foram muitas, mas uma em especial teve grande repercussão entre os investidores: a que citou a possibilidade de criação de uma nova estatal que seria responsável por gerir os recursos provenientes da extração de petróleo do pré-sal.

Muito embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha negado uma definição sobre o assunto, a notícia veiculada na edição da última quarta-feira (20) pelo jornal Folha de São Paulo não passou despercebida entre os analistas.

Medida gera polêmica

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Um dos pontos apresentados pela publicação afirmou que um dos objetivos da medida seria a utilização dos rendimentos decorrentes da exploração na área para o combate à miséria, basicamente através da destinação destes recursos à educação.

Apesar do benefício social que poderá acarretar, a provável criação da estatal gerou polêmica entre os acionistas da Petrobras, na medida em que não serão mais exclusivamente os únicos favorecidos pelos ganhos da empresa com as novas descobertas.

Contudo, o fato foi minimizado pelo economista Alberto Furuguem, parceiro do Banco Cruzeiro do Sul. Para ele, o contexto em que está inserida a petrolífera deve tranqüilizar os acionistas com relação aos impactos ocasionados pela medida, que acima de tudo, trará benefícios a amplas camadas da população brasileira.

Petrobras só tem a ganhar

Entre os possíveis desdobramentos das descobertas de grandes reservas petrolíferas no Brasil, o economista deixa clara sua visão otimista com a Petrobras que, em maior ou menor grau, só terá a ganhar com as novas descobertas de petróleo e gás no País.

Para Furuguem, a experiência acumulada pela petrolífera e, principalmente, seu capital humano, representam a principal garantia de que a estatal continuará desempenhando um papel fundamental no setor e postando bons lucros nos próximos anos.

Neste sentido, ele afirma: “É difícil imaginar um cenário em que os acionistas minoritários da Petrobras venham a ter que lamentar pelos seus investimentos em ações da empresa. Alta rentabilidade e grande liquidez deverão continuar a representar duas características dos papéis por muitos anos”.

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No curto prazo, no entanto, o economista acredita que a volatilidade com as ações da empresa deve continuar, influenciada pelos debates em torno do pré-sal, mas, principalmente, pela evolução da conjuntura econômica internacional.