Economia

Economista de Ciro Gomes defende “Copom do câmbio” para controlar intervenção no dólar

"Estas intervenções precisam ser melhor equacionadas. Não faz sentido um cara, sozinho, definir o rumo do câmbio com US$ 120 bilhões em swaps cambiais", afirmou

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SÃO PAULO – Mauro Benevides Filho, coordenador do programa econômico de Ciro Gomes (PDT) defendeu nesta terça-feira (18) a criação de um comitê nos moldes do Copom (Comitê de Política Monetária) para controlar as intervenções do Banco Central no câmbio. A declaração foi feita durante sabatina realizada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pelo Instituto de Economia da FGV.

“Estas intervenções precisam ser melhor equacionadas. Não faz sentido um cara, sozinho, definir o rumo do câmbio com US$ 120 bilhões em swaps cambiais”, afirmou o economista. Segundo ele, o câmbio seguiria flexível, mas a sua institucionalidade seguiria a gestão dos juros.

Para Benevides, esta medida traria “mais transparência” à gestão cambial, diferente de uma intervenção. “O Copom tem uma atuação bem clara e definida, pautada por critérios técnicos. É isso que queremos levar ao câmbio”, explicou para a plateia.

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A questão porém, é bastante polêmica, já que traria uma sinalização de intervenção no mercado, com um “controle” sobre o valor da moeda. Apesar de realizar diversas intervenções, o BC atualmente atua sempre para evitar a volatilidade, ou seja, conter movimentos abruptos que podem distorcer a cotação. A ideia não é tentar evitar que o dólar suba ou caia para agradar o mercado.

Na última sexta-feira (14), Ciro Gomes já havia declarado que, para ele, a alta do dólar é manipulada para que algumas pessoas ganhem dinheiro no atual cenário. Além disso, ele disse também que pretende colocar uma “mão de ferro” no que ele chamou de especulação financeira. 

“A taxa de câmbio nesse momento está de novo sendo manipulada para gente ganhar dinheiro. Esse país infelizmente tem uma fração da nossa sociedade que se acostumou em cima do sacrifício do povo a especular para o encarecimento dos preços dos remédios, passagens”, afirmou o candidato do PDT.