Dobradinha garantida

É oficial! Em convenção, PT confirma candidatura de Dilma à reeleição

O nome do vice-presidente Michel Temer também foi confirmado por dirigentes do partido durante evento em Brasília.

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São Paulo – A presidente Dilma Rousseff teve sua candidatura à reeleição confirmada pelo PT em convenção nacional da legenda, realizada em Brasília. O vice-presidente Michel Temer, do PMDB, também foi confirmado como companheiro de Dilma na chapa petista.

O anúncio foi feito pelo presidente nacional do PT, Rui Falcão, que adotou uma postura agressiva ao falar do candidato presidencial do PSDB, Aécio Neves. Ele citou o discurso feito pelo tucano durante convenção que oficializou sua candidatura na semana passada. Na ocasião, Aécio teria evocado um tsunami para varrer o PT do mapa.

“O cotejo de projetos é tão desvantajoso que um dos nossos adversários evocou um tsunami para nos varrer do mapa, como se no roldão levasse junto o legado dos governos petistas”, afirmou Falcão. “Antes dele, outros também prometeram acabar com a nossa raça”, esbravejou o presidente da sigla.

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Usando o bordão “a esperança vencerá o ódio”, Falcão defendeu as “conquistas” feitas em 12 anos de gestão petista no comando do país e alertou sobre o risco de volta ao passado.

“É preciso evitar que nossos adversários escondam tudo o que fizeram e, levá-los a revelar quais são as medidas impopulares que anunciam”, disse o presidente nacional do PT. “Na verdade, mudar a política do salário-mínimo, promover desemprego, debilitar o Bolsa-Família, cortar subsídios do BNDES e do Minha Casa, Minha Vida, como eles deixam entender, são as medidas impopulares”, completou, que ainda reforçou que essa será a eleição mais difícil enfrentada pelo partido nos últimos 12 anos. 

Dilma analisa Dilma

Durante seu discurso, Dilma analisou a própria gestão e destacou as ações do seu governo na economia, na política e na área social. Confiante, a presidente afirmou que as pessoas querem que aqueles que demonstraram capacidade de estabelecer uma mudança no país deem continuidade ao processo. 

“Nós tivemos competência de implantar o mais amplo programa de mudança do país, que colocou o povo como protagonista. Eu preciso de mais quatro anos para completar uma obra à altura do sonho dos brasileiros”, disse Dilma.

Citando a crise financeira internacional, a petista destacou que sua gestão soube conduzir o Brasil e que o país conseguir evitar os riscos de turbulência.

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“A crise econômica ameaçou não apenas a estabilidade das economias mais desenvolvidas do mundo, mas boa parte também do sistema político. O Brasil não se rendeu, não se abateu nem se ajoelhou como fazia diante de todas as crises do passado”, avaliou.

Sobre a inflação, que vem sendo usada pelos candidatos da oposição para criticar o governo do PT, a presidente destacou que foi durante sua gestão e a de Lula que o país teve o período mais longo de inflação baixa na história brasileira. A presidente também falou sobre a inflação, ponto que vem sendo usado pelos candidatos oposicionistas para criticar a gestão petista.

Padrinho Lula

O ex-presidente e padrinho político de Dilma, Luiz Inácio Lula da Silva, foi contundente ao afirmar que não há divergências entre ele e a presidenciável do PT. 

“Vamos provar que é plenamente possível o criador e a criadora viverem juntos em harmonia. Quando houver divergência entre a Dilma e eu, a divergência termina porque a Dilma sempre estará certa e eu estarei errado”, afirmou o líder petista.

Ao falar sobre os xingamentos que a presidente escutou durante a abertura da Copa do Mundo em São Paulo, Lula disse que isso lhe deu ainda mais forças para contribuir para a reeleição.

“Acho que o que aconteceu com ela na Copa, me fez dobrar todo e qualquer esforço para elegê-la, porque não é da cultura da esquerda deste país, e eu fui da oposição há muitos anos, não é da cultura do povo trabalhador deste país, não é da cultura das mulheres brasileiras desrespeitar as pessoas”, esbravejou o ex-presidente.

Dobradinha mantida 

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O anúncio de Temer não surpreendeu, porque já era esperado que o peemedebista concorresse ao lado de Dilma. Em seu discurso, o vice-presidente afirmou que está honrado que o seu partido permaneça como aliado do PT e destacou os avanços sociais e econômicos conquistados pela gestão. 

“O PMDB se sente honrado em fazer parte de um governo que deu certo, fruto de seu dinamismo, dinamismo que sucedeu o do governo Lula. O seu governo foi um governo para todos os brasileiros. Vamos acabar com essa besteira de dizer que o presidente Lula e a presidenta Dilma trabalharam apenas para um setor”, disse Temer.

Presenças ilustres

O evento contou com a presença de ministros e dirigentes importantes do PT. Entre os presentes, estavam o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, a senadora Gleisi Hoffmann, o senador Lindbergh Farias e o ex-ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel.

Alguns aliados também participaram da convenção que oficializou a candidatura de Dilma. Gilberto Kassab, do PSD, Renato Rabelo (PcdoB), Ciro Nogueira (PP) e Valdir Raupp (PMDB) foram alguns dos aliados que prestigiaram o evento