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O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (1º) que o cenário macroeconômico pode permitir, “em breve”, uma reversão do atual ciclo de alta da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% ao ano, após elevação de 0,25 ponto percentual na última reunião do Copom.
Durante evento sobre governança e inteligência artificial realizado na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, Durigan destacou que os indicadores inflacionários começam a mostrar desaceleração, o que pode abrir espaço para revisão da política monetária.

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“Tem muita gente que reclama da inflação. A gente deve se preocupar sempre com inflação, mas ela começa a cair. Maio e junho mostram que, no período de 12 meses, a inflação começa a dar sinais de queda, dando condições para que a gente reveja a política monetária e consiga ter taxas de juros mais baixas no país”, disse o secretário.
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Embora tenha evitado comentar diretamente sobre os próximos passos do Banco Central, Durigan defendeu que os fundamentos da economia brasileira são positivos e sustentam uma mudança de cenário.
“Eu não tenho intenção de comentar, de falar, ou orientar qualquer questão sobre política monetária. Mas acho que a gente tem que reconhecer que a situação e as condições do país hoje estão muito boas. A gente, em breve, deve ter condição para reverter a alta de juros.”
Defesa da política econômica
As declarações vieram acompanhadas de uma defesa da política econômica do governo Lula, que segundo Durigan tem garantido crescimento consistente.
“Nesse governo do presidente Lula, todo trimestre o Brasil cresceu de forma consistente. E a gente espera que siga nessa toada até o fim do ano que vem.”
O secretário também reiterou apoio ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que tem sido o principal articulador econômico do governo e figura central na crise envolvendo o decreto do IOF.
“Tenho muito orgulho de estar com o ministro Haddad, podendo entregar esses bons resultados para o país, o que nem sempre é fácil.”
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IOF e equilíbrio entre os Poderes
Questionado sobre a decisão do governo de acionar o STF para restabelecer o decreto presidencial que aumentava o IOF, Durigan endossou a argumentação da Advocacia-Geral da União, afirmando que a ação tem menos conotação política ou econômica e mais relação com a preservação das competências do Executivo.
“O advogado-geral da União falou que é uma questão menos política, menos econômica. É mais de preservar as prerrogativas e competências do Poder Executivo. Eu concordo com essa visão.”
Ainda assim, reconheceu que o Congresso tem prerrogativas constitucionais e que a derrubada do decreto foi uma decisão de mérito, e não uma extrapolação de poderes.
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“A decisão do Congresso foi de mérito, uma negativa ao conteúdo do decreto, e não apontando um extravasamento de escopo. O Congresso também tem a prerrogativa de dar a palavra final em determinadas matérias.”
Durigan adotou tom conciliador ao abordar a atual crise institucional e os ruídos entre Executivo, Legislativo e Judiciário.
“Vocês estão acompanhando a quantidade de problema e ruído que a gente tem. Mas acho que faz parte da democracia e do diálogo institucional.”