Durigan: MDIC está em contato com representantes dos EUA sobre tarifaço

"A gente precisa primeiro avaliar se, de fato, se confirma mais essa medida despropositada para avaliar quais são os setores afetados", disse o ministro da Fazenda

Estadão Conteúdo

12 de maio de 2026 - Reunião da Comissão Especial da Câmara sobre o Fim da Escala 6x1 para debater os impactos econômicos da redução da escala de trabalho, sem redução de salário. Participou ministro da Fazenda, Dario Durigan. Foto Lula Marques/Agência Brasil
12 de maio de 2026 - Reunião da Comissão Especial da Câmara sobre o Fim da Escala 6x1 para debater os impactos econômicos da redução da escala de trabalho, sem redução de salário. Participou ministro da Fazenda, Dario Durigan. Foto Lula Marques/Agência Brasil

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) está em contato com os representantes dos Estados Unidos sobre a questão das tarifas e não possui nenhuma informação adiantada pelos norte-americanos até o momento.

“A gente precisa primeiro avaliar se, de fato, se confirma mais essa medida despropositada para avaliar quais são os setores afetados. E a gente vai chamar os setores para dialogar e avaliar quais as condições, quais as medidas que eventualmente podem ser propostas. Mas tudo com muita tranquilidade”, disse Durigan a jornalistas.

Questionado sobre se há possibilidade da aplicação da Lei de Reciprocidade frente aos EUA, ele afirmou que o processo chegou a ser iniciado no passado, quando houve o primeiro tarifaço da administração Donald Trump, mas o mecanismo foi interrompido quando houve uma suspensão de vários produtos brasileiros do tarifaço.

“Com isso agora, acho que é provável, uma vez consultado o presidente Lula, que a gente retome o processo de reciprocidade. Tudo isso dentro de um cenário de avaliação com calma e cautelosa porque, de fato, a gente não tem confirmação de nada ainda.”

Sobre a hipótese de edição de uma nova medida provisória (MP) nos trâmites do Brasil Soberano, o ministro disse não descartar algo nessa linha, porque o governo federal precisa proteger as empresas e os empresários brasileiros. “Mas isso vai ser feito com muita cautela para que a gente avalie de fato o impacto que, se vier, trará as empresas brasileiras”, emendou.

Ao ser indagado sobre uma lista de exceções mais ampla, ele afirmou: “A ideia é mitigar, dentro de um ataque despropositado, o efeito na economia brasileira. Essa é a linha de base”.

Como mostrado pela Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a investigação de supostas práticas desleais adotadas no comércio pelo Brasil, que deve ensejar em um novo tarifaço, pode sair ainda hoje. A data foi sinalizada por empresários americanos a representantes do agronegócio e da indústria.

Interlocutores afirmam que o relatório final do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que conduz a investigação, tende a ser publicado no fim da noite desta terça-feira (horário de Brasília), assim como ocorrido nas ocasiões anteriores. A previsão é de conclusão da investigação até amanhã, 15, após as consultas públicas ocorridas na última semana.

Broadcast.

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