Dono de restaurante confirma “mensalinho” e complica Severino

Com intensificação das acusações, eventual substituição do presidente da Câmara já começa a ser estudada

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SÃO PAULO – Em mais um dia de agenda política pouco expressiva, o tema que mais chamou a atenção nesta quinta-feira (08) em Brasília foi o agravamento da situação de Severino Cavalcanti, presidente da Câmara dos Deputados.

Nesta quinta-feira, Sebastião Augusto Buani, dono de um dos restaurantes da Câmara dos Deputados, confirmou o pagamento de propina ao deputado. O “mensalinho” teria sido pago em razão de pressão feita pelo deputado, naquele momento primeiro-secretário da Casa.

Declarações de Severino na véspera

Na última quarta-feira, Severino, que estava em Nova York participando de almoço promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), já havia complicado ainda mais a sua imagem. Questionado sobre a veracidade do documento entregue à Polícia Federal comprovando sua ligação com Buani, o presidente da Câmara dos Deputados se confundiu e acabou apresentando três versões para o fato:

Primeiro, declarou ter assinado o contrato, que seria normal e sem irregularidades. Minutos depois, no entanto, o deputado demonstrou certa insegurança ao dizer que poderia ter assinado, mas que precisava ver o original para ter certeza. Já na última versão, exposta em menos de três horas após a primeira, o presidente da Câmara foi mais incisivo: “Aquele documento não existe e, se existe, é uma falsidade”.

Substituição de Severino já começa a ser estudada

Demonstrando a gravidade das acusações que, se comprovadas, devem mesmo convergir na saída do presidente da Câmara, os deputados da oposição e os ligados ao Governo já começam a estudar possíveis substitutos. Dentre os mais cotados estariam José Eduardo Cardozo (PT-SP) e José Carlos Aleluia (PFL-BA).