Não é bem assim

Doleiro Youssef nega que tenha feito qualquer negócio com integrantes do PSDB

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Antônio Figueiredo Basto, que defende Youssef, disse que pedirá ainda uma acareação entre os dois

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SÃO PAULO – Na última segunda-feira (20), Leonardo Meirelles, suposto “testa de ferro” do doleiro Alberto Youssef nas indústrias farmacêuticas Labogen, afirmou que Yousseff mantinha negócios com o PSDB e com o ex-presidente do partido Sérgio Guerra (PE), morto em março. Porém, agora o doleiro afirma ser mentira e deve entrar com um pedido de impugnição do depoimento de Meirelles.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Antônio Figueiredo Basto, que defende Youssef, disse que pedirá ainda uma acareação entre os dois. “Meu cliente afirma peremptoriamente que nunca falou com Sérgio Guerra, nunca teve negócio com ele e nunca trabalhou para o PSDB”, afirmou o criminalista.

“Estamos pedindo uma impugnação do depoimento do Leonardo e uma acareação entre eles”. Meirelles é apontado como laranja no laboratório Labogen, empresa de remédios que estava falida e que fou usada para tentar um contrato milionário com o Ministério da Saúde, na gestão de Alexandre Padilha. Segundo o Ministério, o contrato não chegou a ser assinado.

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Nas últimas semanas os depoimentos feitos pelo doleiro em sua delação premiada mostraram que ele chegou a trabalhar com três grandes partidos, o PT, PMDB e PP. Porém, no início desta semana, Meirelles afirmou que o PSDB também estaria na lista de beneficiados. O laranja disse ter ouvido o doleiro citar o nome de Sérgio Guerra em uma conversa telefônica e ainda citou “um outro parlamentar” tucano da mesma região do doleiro.