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Documentos revelam luxo em viagens oficiais quando Temer era vice-presidente

Dentre as viagens, Temer foi à Turquia em maio de 2012 para uma conferência sobre a Somália com uma comitiva de 30 pessoas, que custou R$ 328 mil

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SÃO PAULO  – Quando vice-presidente, o presidente interino, Michel Temer, fez viagens internacionais luxuosas com grandes comitivas e gastos extras, de acordo com levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo, tendo como base dados que constam de telegramas produzidos por embaixadas brasileiras e divulgados a partir a Lei de Acesso à Informação. 

Dentre as viagens, Temer foi à Turquia em maio de 2012 para uma conferência sobre a Somália com uma comitiva de 30 pessoas. Sem contar despesas com deslocamento por avião e diárias dos servidores, a ida de Temer a Istambul custou cerca de R$ 328 mil. Todos estes gastos tiveram que ser assumidos pelo Itamaraty, em Brasília, a partir de “solicitações de recursos” enviadas pelo embaixador Marcelo Jardim. O Itamaraty desembolsou mais US$ 21 mil em aluguel de veículos, incluindo duas Mercedes Benz, seis BMW, quatro vans Sprinter com capacidade para 12 pessoas cada, dois Mondeo e até um caminhão-baú para bagagens.

Entre 2011 e 2016, apontam os documentos, o então vice fez 15 viagens internacionais; deslocamentos com grandes comitivas aparecem com frequência nos telegramas enviados pelas embaixadas ao Brasil.

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Procurada pelo jornal, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República informou que Michel Temer, quando vice, “sempre procurou economizar recursos públicos em seus deslocamentos ao exterior”. Em nota, informou que ele empregava equipes com número reduzido de auxiliares em viagens nacionais e internacionais e optava, sempre que possível, pela hospedagem mais econômica compatível com o seu cargo. “Além do que, em muitos países, a hospedagem era oferecida e paga pelo governo local, como é praxe diplomática.” A secretaria ainda disse que Temer só fez viagens oficiais com o objetivo de estreitar relações políticas, solucionar problemas diplomáticos e atrair investimentos ao Brasil. O valor total de gastos com as 15 viagens é mantido em sigilo pelo governo.