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Doador para UPPs, Eike teme pela sua vida se ficar em prisão comum, afirma colunista

Segundo a coluna Radar Online, da Veja, Eike sabe do alto risco que corre 

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SÃO PAULO – Segundo informações da coluna Radar Online, da Veja, o ex-bilionário Eike Batista estaria com medo de morrer na cadeia, de acordo com fontes próximas ao empresário ouvidas pela reportagem.

O medo é justificado por conta da doação de R$ 20 milhões que ele fez ao projeto das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) do Rio de Janeiro. Enquanto funcionou, as unidades retomaram territórios antes controlados por traficantes, impondo prejuízos e prisões às facções criminosas. De acordo com o colunista, Eike sabe do alto risco que corre. Por não ter curso superior, ele provavelmente irá para a cela comum. 

O empresário deu entrada na manhã de hoje (30), por volta de 11h20, no Presídio Ary Franco, em Água Santa, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Eike chegou pela manhã ao Rio de Janeiro, de um voo vindo de Nova York, e foi preso logo que desembarcou do avião, por agentes da Polícia Federal, ainda na pista do Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão. 

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Depois de ser preso no Galeão, Eike foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML, no centro da cidade, onde chegou por volta das 10h30. O empresário foi submetido a um exame de corpo de delito, que é um procedimento obrigatório para se verificar o estado físico do preso antes que ele ingresse no sistema penitenciário. O exame durou cerca de meia hora.

O empresário, dono do grupo EBX, é suspeito de lavagem de dinheiro em um esquema de corrupção que envolve o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que está preso. Eike e o executivo Flávio Godinho, seu braço direito no grupo EBX e vice-presidente do Flamengo, são acusados de terem pago US$ 16,5 milhões a Cabral em troca de benefícios em obras e negócios do grupo, usando uma conta fora do país. Os três também são suspeitos de terem obstruído as investigações.

(Com Agência Brasil)