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Eleições

Do candidato do governo a gente está cansado, a gente quer o candidato da população, diz João Amoêdo

"Se o mercado é visto como um grupo de cidadãos que querem liberdade, se o mercado é identificado como um grupo de indivíduos, eu acho muito boa [a associação]"

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SÃO PAULO – Embora esteja sendo relacionando como o “candidato do mercado financeiro”, João Amoêdo, pré-candidato pelo Novo, prefere mais ser ligado ao “candidato da população”. O político tem passagens por grandes instituições financeiras e tem o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco como coordenador do plano de governo. O economista, inclusive, dará uma entrevista nesta terça-feira, às 14h, ao InfoMoney.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o político afirmou que “do candidato do governo a gente já está cansado”. “O candidato do governo, do Estado em geral, do status quo, que protege essa carga tributária enorme, que dá ao Estado todo esse poder, não é o que a gente quer. A gente quer o candidato da população”, disse Amoêdo ao ser questionado da fala do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de que o candidato do mercado irá perder as eleições.

Sobre ser associado ao “candidato de mercado”, ele diz que, “se o mercado é visto como um grupo de cidadãos que querem liberdade, se o mercado é identificado como um grupo de indivíduos, eu acho muito boa [a associação]”. “Se o mercado é identificado como segmento de atuação, um segmento específico da economia, não acho que seja verdadeiro”, completa.

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O pré-candidato afirma ainda que daria início ao seu programa de privatização de estatais já em seu primeiro ano de mandato. “As mudanças que o Brasil precisa fazer devem ser feitas logo de imediato, enquanto você tenha o endosso das urnas, pela credibilidade no processo e até pela necessidade de mudanças que o País tem, então eu faria isso logo”, explica ressaltando que ainda avalia quais seriam as primeiras empresas no processo.

Sobre o atual governo, Amoêdo diz que “algumas coisas são positivas”, como o teto de gastos. “Acho que a gente pode melhorar a reforma trabalhista. Uma coisa que tem que ser feita de imediato é a reforma da Previdência, porque se não a regra de ouro muito provavelmente será descumprida em 2019”, fiz o político.

Por fim, ele se mostra otimista e afirma que espera ter mais de 5% nas pesquisas eleitorais, o que levará as redes de televisão e rádio a chamarem-no para os debates. “Acho que isso será um caminho natural pela demanda das pessoas por renovação. Espero que as emissoras deem esse espaço”, completa.