CPMI da Petrobras

Dizendo-se arrependido, Costa dispara: o que acontece na Petrobras acontece em todo País

Ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa diz que se arrepende amargamente pelo que fez, mas não presta maiores esclarecimentos por conta da delação premiada

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SÃO PAULO – O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o ex-diretor da Área Internacional da empresa Nestor Cerveró participam na tarde desta terça-feira (2) de uma acareação na CPMI (Comissão Parlamentar de Inquérito Mista) que investiga irregularidades na estatal.

Paulo Roberto chegou escoltado por agentes da Polícia Federal sem o uso de algemas, conforme havia recomendado o juiz federal Sérgio Moro. O ex-executivo deixou pela manhã o Rio de Janeiro, onde cumpre prisão domiciliar.

Na CPMI, ele disse que não daria mais nenhuma declaração por conta da sua delação premiada. “Tudo o que eu falei na delação, que eu não posso abrir aqui, eu confirmo. Confirmo. Não tem nada da delação que eu falei que eu não confirmo”, destacou Costa. 

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Além disso, ele disse que, desde o governo [José] Sarney, todos os diretores, não só da Petrobras, chegaram a cargos de diretoria por indicação política e diz que “se arrepende amargamente de ter feito isso. “Esse cargo nos deixou aqui, onde eu estou. Estou arrependido e quisera eu não ter feito isso”, destacou. Ele ainda afirmou que “o que acontece na Petrobras acontece no Brasil inteiro”. 

“O que acontece na Petrobras acontece também nas rodovias, ferrovias, portos, aeroportos,
hidroelétricas, isso acontece no Brasil inteiro, é só pesquisar”, disse Paulo Roberto Costa. Ele afirmou que, ao fazer a delação, não foi orientação do advogado, e sim da família. 

Cerveró também falou e negou que tenha recebido propina, afirmou que desconhece o que foi dito por Costa na delação premiada. “Eu, a exemplo dos senhores, não conheço os termos da delação premiada. Eu não vou responder a perguntas que desconheço”, disse Cerveró. 

(Com Agência Senado)