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Divisão política após eleição nos EUA é negativa para a economia, diz Pimco

Enquanto será difícil Senado e Câmara chegarem a um acordo, setor privado precisa de ajuda do governo, aponta El-Erian

SÃO PAULO – A divisão política observada nos EUA decorrente das eleições na terça-feira (2), no qual os republicanos atingiram a maioria na Câmara dos deputados e os democratas conseguiram se manter com a maior representação no Senado, é negativa para a economia, diz o analista da Pimco Mohamed El-Erian, em relatório.

“Será difícil traduzir os extremos políticos em uma visão comum”, aposta El-Erian. “Quanto mais demorar para fazer isso, maior será o esforço necessário para recuperar (…)dinamismo econômico, criação de emprego flutuante e liderança global”, diz o analista.

De acordo com relatório, a sabedoria popular pode indicar que tal situação é positiva. No entanto, embora usualmente verdadeiro, este não é o caso, afirma El-Erian.

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A lógica comum aponta que tal divisão política evitaria ou paralisaria as ações governamentais improdutivas. “Mas essa visão é mais aplicável ao setor privado que está em boa forma – empresas e famílias com robustos balanços, fluxo de caixa positivo e acesso ao crédito”, escreve o analista. Nesta lógica, quanto menos intervenção do Estado, maior o crescimento econômico e a geração de empregos.

Setor privado em crise
Porém, a atual situação econômica dos norte-americanos é diferente. “Enquanto certos setores da economia estão no controle de seus destinos, o setor privado como um todo não está em posição de fazer o mesmo”, diz. El-Erian ressalta que o setor precisa de ajuda para superar a “grande era” do alavancamento e do desemprego estrutural.

E, para isso, a economia necessita de diversas reformas, visando o longo prazo, como as reformas habitacional e fiscal, regras orçamentárias de médio prazo, investimento em infraestrutura, reciclagem profissional, apoio à educação e à pesquisa científica e suporte aos setores mais vulneráveis da sociedade, indica o economista.