Divergências sobre seqüestro de japoneses prejudicam acordo com Coréia do Norte

Japão se nega a oferecer apoio energético a Coréia do Norte, como forma de cessar produção de armas nucleares neste país

SÃO PAULO – Divergências entre Japão e a Coréia do Norte sobre o seqüestro de japoneses levaram o governo do primeiro-ministro Shinzo Abe a cessar o acordo que pretende acabar com o programa de armas nucleares da nação norte-coreana.

A Coréia do Norte exige que o Japão pare de insistir no assunto e integre o grupo formado por Estados Unidos, China, Coréia do Sul e Rússia, que tem acordo firmado para acabar com a produção de armas nucleares. O secretário-assistente norte-americano disse, por sua vez, que a disputa entre os países não vai impedir o acordo.

Apoio energético

O governo de Abe insiste que a Coréia do Norte e o Japão precisam resolver o caso do seqüestro de japoneses por espiões norte-coreanos, há 30 anos, antes de atender à determinação do acordo de fornecer apoio energético.

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A decisão pode ter sido enfraquecida graças a recentes comentários e críticas feitas por países asiáticos, inclusive da Coréia do Norte, sobre escravas sexuais durante a segunda Guerra Mundial.

Escravas sexuais

Abe afirmou que não existem evidências de que militares japoneses forçaram mulheres à escravidão sexual durante a ocupação da Ásia, durante a Segunda Guerra.

De acordo com historiadores, cerca de 200 mil mulheres, a maioria da China e da península coreana, trabalharam em bordéis para militares do Japão nas décadas de 30 e 40.