Afastando do "criador"

Disposta a construir imagem própria, Dilma não quer Lula como protagonista de campanha

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, Dilma resiste a ter Lula como âncora de campanha, o que vem gerando divergências entre o PT e o Palácio do Planalto

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SÃO PAULO – O PT e o Palácio do Planalto estão apresentando divergências sobre o tamanho da participação do ex-presidente Lula na campanha de Dilma Rousseff pelo segundo mandato de presidente. De acordo com informações do jornal “O Estado de S. Paulo” de hoje, Dilma resiste a ter Lula como âncora de campanha, uma vez que quer construir a sua própria imagem sem a alcunha de “criatura”. 

Conforme ressalta o jornal, o seu “padrinho político” deve ser o complemento, e não o protagonista de sua campanha. Porém, a cúpula do PT discorda da avaliação: o Estadão ressalta que, após reunião com especialistas sobre o cenário eleitoral, saíram convictos de que Dilma deve colar sua imagem à de Lula, uma vez que ele possui maior poder de transferência de votos. 

Porém, Dilma teria receio de ser ofuscada, conforme ressaltaram dirigentes do partido e a participação de Lula está sendo dosada. Por outro lado, ele “faz o que quer”. O Estadão destaca ainda que as divergências também referem-se ao conteúdo da campanha. Para Lula, Dilma deveria estar nas ruas há muito tempo, principalmente em São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do País e em que ela enfrenta uma disputa acirrada com o PSDB. Já o ex-presidente acha que poderia “garantir o Nordeste”. 

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Já o Valor Pro destacou outro ponto de preocupação para a cúpula petista: a rejeição de Dilma em São Paulo. O presidente do PT, Rui Falcão, , fez um cenário positivo sobre a situação de Dilma no Nordeste, mas demonstrou preocupação em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, e disse que a campanha concentrará as ações no estado para melhorar a imagem da presidente.