Polêmica nos Correios

Diretor dos Correios é condenado no MT por usar estatal para pedir votos a Dilma

Diretor mandou correspondência a 1.700 funcionários da empresa no estado, em que dizia que o Brasil precisava "avançar mais" e que somente a vitória da petista poderia "ampliar os programas sociais e econômicos"

SÃO PAULO – O juiz eleitoral de Mato Grosso, Alberto Pampado, condenou o diretor regional dos Correios em Mato Grosso, Nilton do Nascimento, a pagar uma multa de R$ 5 mil pelo uso indevido do cadastro de funcionários da empresa em cartas para pedir votos para a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), além dos candidatos Lúdio Cabral (PT) ao governo do estado, Ságuas Moraes (PT) a deputado estadual além de Wellington Fagundes (PR) ao Senado. A assessoria do Correios informou, em nota, que recorrerá da decisão.

A denúncia foi feita antes do primeiro turno pelo presidente do Sindicato de Trabalhadores das Empresas dos Correios e Telégrafos de Mato Grosso, Edmar Santos Leite, que pediu na Justiça Eleitoral uma investigação contra o diretor. 

As correspondências foram encaminhadas aos 1.700 funcionários da empresa no estado, em que dizia que o Brasil precisava “avançar mais” e que somente a vitória da petista poderia “ampliar os programas sociais e econômicos”. “Pedi o seu voto em 2010 e conquistamos muito com isso […] isso só foi possível graças ao seu voto para o governo do PT”. 

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O diretor disse em nota que enviou as correspondências como cidadão e que não houve o uso da estrutura dos Correios e, sim, com o uso de recursos próprios.

Nascimento disse que as cartas foram endereçadas aos locais de trabalho dos servidores na capital e no interior do Estado, com informações que constam no site dos Correios. Porém, o juiz não aceitou a justificativa: “o endereço das unidades pode ser de conhecimento público, mas o nome de cada um dos funcionários que trabalha na unidade é informação privativa da empresa”.

Em nota, Nascimento disse que “trabalha na empresa há mais de 36 anos e, portanto, conhece a maioria dos colegas de trabalho pelo nome completo, não sendo necessária a utilização de nenhum banco de dados da empresa”. 

(Com Agência Estado)