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O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira, em entrevista à imprensa, que os peritos da corporação já tiveram acesso às provas obtidas na segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master e a emissão de títulos de crédito.
O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Dias Toffoli, que limitou o acesso da PF às provas coletadas na operação.
— Nossos peritos já tiveram acesso. A instrução segue regular, não há nenhum prejuízo. (…) O material já está sendo extraído — afirmou.
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O ministro determinou, no último dia 14, que todo o material na Operação Compliance Zero fosse “lacrados” e “acautelados” nas dependências do STF. A decisão foi tomada na ocasião da segunda fase da operação, que atingiu o dono do banco, Daniel Vorcaro, e seus familiares. O GLOBO mostrou na época que a decisão poderia gerar risco de perda de provas relevantes para a investigação, segundo pessoas com acesso à apuração do caso.

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Toffoli definiu quais seriam os quatro peritos da PF que poderiam ter acesso à provas mediante acompanhamento da Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável pelo material.
Rodrigues afirmou que a PF possui autonomia. No entanto, questionado especificamente sobre as últimas decisões do ministro Toffoli, que também determinou que a polícia realizasse acareação dos envolvidos na investigação antes mesmo de fazer a coleta dos depoimentos, o chefe da PF evitou criticar e disse apenas que não comentaria “detalhes operacionais de investigações que ainda estão em andamento”.
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Sobre os depoimentos que estão sendo tomados nesta segunda-feira, o diretor-geral disse apenas que “a autoridade policial que preside o inquérito vai fazer as suas perguntas, consignar, conforme já havia uma programação que foi ajustada para ser feita”, sem detalhar.
Respostas nos autos
Além de limitar o acesso da PF às provas, Toffoli criticou a PF nas decisões nas quais autorizou a segunda fase da Compliance Zero. Na ocasião, afirmou que “eventual frustração” no cumprimento das medidas “decorre de inércia exclusiva da Polícia Federal”, diante da “inobservância expressa e deliberada” de sua decisão. Isso porque a PF não realizou as operações de maneira imediata para confirmar alguns endereços de alvos.
Nesta segunda-feira, Andrei evitou falar sobre o ministro e disse apenas que já respondeu formalmente nos autos.
— Não vou comentar o processo que esteja sob sigilo. (…) Eu formalmente apresentei os argumentos que tivemos ali para a atuação nesse processo, esse é um dado público — disse.