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Direto de Brasília: Lula e até tucanos elogiaram discurso de Dilma ontem, diz senador

Senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) acredita que o tempo de até 1 hora e meia que José Eduardo Cardozo terá para falar pode fazer a diferença; "ele nunca conseguiu falar mais de 5 minutos!"

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O InfoMoney está em Brasília fazendo a cobertura especial do impeachment. Confira abaixo as novidades que chegaram direto da capital do País:

16h08
Lula achou discurso de Dilma brilhante
Apesar de estar mais escondido dos holofotes, o ex-presidente Lula disse que achou o discurso da presidente afastada Dilma Rousseff ontem no Senado brilhante. Para ele, a petista foi muito bem em sua fala, segundo disse o senador Jorge Viana (PT-AC) à jornalistas em Brasília. De acordo com ele, a fala de Dilma teria recebido elogios até mesmo de tucanos.

15h04
Defesa vai ao STF
O advogado da presidente afastada Dilma Rousseff José Eduardo Cardozo afirmou que a defesa entrará com recurso no STF (Supremo Tribunal Federal) de forma imediata caso o impeachment seja confirmado. “Nós vamos a todas as instâncias possíveis e imagináveis para tentar valer a democracia brasileira e o direito da senhora presidente”, afirmou.

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Ao ser questionado sobre a representação na Corte Interamericana de Direitos Humanos – órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA) – contra o processo de impeachment, Cardozo destacou que essa foi uma decisão dos deputados do PT e não da defesa de Dilma, tendo como base o entendimento de que o processo estava prejudicado. 

13h37
Cardozo se emociona
Assim que encerrou seu discurso de defesa no plenário, o advogado da presidente afastada Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, concedeu uma breve coletiva nos corredores do Congresso onde se emocionou bastante e chegou a chorar. Segundo ele, o processo se desumanizou. “Não é justo. Do ponto de vista humano, aquele que perde a capacidade de se indignar diante da injustiça, perdeu sua humanidade”, afirmou.

“Eu não condeno alguém dizendo que vou salvar o futuro do seus netos”, disse Cardozo se referindo à fala de Janaina no plenário. “Mas cada um é dono da sua razão, cada um é dono da sua verdade, do que acredita. Eu acredito naquilo que digo, e acredito que não se pode nunca, jamais, perder a capacidade de se indignar diante da injustiça, de se indignar por uma ofensa à democracia como vem acontecendo. Não perco a capacidade de me indignar, e dói, e não quero nunca perder esse sentimento ao longo da minha vida”, disse o advogado bastante emocionado.

13h15
Brasil voltará a crescer após impeachment
“Após o impeachment, que acontecerá em algumas horas, eu não tenho dúvida que o Brasil voltará a crescer”, disse ao InfoMoney o senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO). Para ele, uma governabilidade já reestabeleceu a credibilidade do País com empresários e com investidores estrangeiros, enquanto os índices econômicos e o desemprego já se estabilizaram.

Sobre novas medidas fiscais vindas após Temer se tornar efetivo, o senador afirmou que o cenário econômico com a interinidade do País já mudou. Além disso, ele acredita ser possível o surgimento de novos partidos por conta do enfraquecimento do PT. “Então se aparecerem novos partidos e nomes bons e o povo brasileiro achar que é a solução, eu acredito que sim”.

“Eu acredito que o povo brasileiro sairá mais maduro deste trauma do impeachment e do trauma do governo do PT. O povo terá mais responsabilidade e mais sabedoria para a escolha de seus representantes e principalmente do presidente da República”, afirmou.

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12h12
Começam os 90 minutos que podem “salvar” Dilma

Ainda acreditando na reversão do processo de impeachment, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse ao InfoMoney que o longo tempo de fala que o advogado de defesa de Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, terá para expor suas ideias pode fazer a diferença. “Ele falará por entre 1 hora e 1 hora e meia, sendo que ele nunca conseguiu falar mais de 5 minutos! Então hoje teremos um dia importante”, disse Gleisi.

11h52
Save the date: quarta-feira às 14h
Contrariando quem esperava que o julgamento perdurasse madrugada adentro, o presidente do STF (Superior Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, disse que o julgamento se encerrará apenas na quarta-feira (31). Dentro do Senado ainda é uma incógnita o horário de término do julgamento, mas há uma projeção de que a votação ocorra por volta das 14h (horário de Brasília).

O julgamento na quarta será iniciado com a leitura do relatório, encaminhamentos pelos senadores e depois a votação final. 

Destaques de segunda-feira:

EXCLUSIVO: As 5 prioridades do governo na Câmara
Em exclusividade ao InfoMoney, André Moura, líder do governo na Câmara, disse que a prioridade continua sendo a pauta econômica e de reformas. Segundo ele, as 5 prioridades o governo são: 1) dívida dos estados (para esta semana); 2) pré-sal (com início das discussões nesta semana); 3) PEC do teto dos gastos; 4) Reforma da Previdência; e 5) reforma trabalhista (com apresentação do texto ainda este ano). “Estamos na sexta sessão. A ideia é conseguir as 10 sessões até o dia 12, quando a casa retomar os trabalhos”, disse Moura, que espera votar o primeiro turno do texto entre o primeiro e segundo turno da eleições municipais.

O otimismo de Lindbergh
Senadores que defendem Dilma elogiaram bastante o discurso feito na segunda-feira. Para o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), a fala da petista pode ser considerada uma grande vitória. “Senadores que apoiam o impeachment estão com medo. Por enquanto estamos ganhando de goleada”, afirmou. 

Mudando de lado?
Uma sonora salva de palmas foi entoada por simpatizantes de Dilma ao final de sua fala no Senado na segunda-feira. Porém, chamou atenção aos presentes no plenário que entre os senadores que aplaudiram Dilma estava Cristovam Buarque (PPS-DF), um dos entusiastas do impeachment e que já declarou seu voto a favor do afastamento da presidente. Buarque disse após o evento que aplaudiu Dilma por educação.