Direto ao ponto: dado da China pode ter maior impacto do que dos EUA

Índice de atividade manufatureira chinesa disputará espaço com agenda dos EUA e decisão das eleições no cenário local

SÃO PAULO – Na última sexta-feira, o Ibovespa encerrou a sessão em alta de 0,50%, a 70.673 pontos, acumulando assim valorização de 1,65% na semana. Já os mercados acionários internacionais fecharam com tendências divergentes e oscilações modestas, avaliando a divulgação do número preliminar do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA no terceiro trimestre, com expansão de 2,0%, em linha com as projeções do mercado. 

Apesar de véspera de feriado, a sessão desta segunda-feira (1) deve ser bastante movimentada. Em primeiro lugar, o mercado avaliará a vitória de Dilma Rousseff para a Presidência do Brasil, com 56% dos votos válidos. Para Mitsuko Kaduoka, analista do Indusval, o desfecho da corrida presidencial deve ter seu impacto, mas com a definição abre-se espaço também para que o mercado mostre recuperação contínua. 

Isso apesar do cenário nos EUA, já que a analista não se mostra muito otimista com os dados divulgados por lá. Em destaque, na agenda, ficam as despesas e renda pessoais e gastos com a construção civil, além da atividade manufatureira.

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China
Para Mitsuko, no entanto, dado o peso que as transações comerciais com a China têm para o Brasil, é provável que o PMI (índice de compra dos gerentes) chinês tenha mais impacto sobre o Ibovespa do que os dados norte-americanos. Vale destacar que o índice divulgado pela federação de logística do país avançou de 53,8 para 54,7 pontos na passagem de setembro para outubro.

Nesta sessão também foi divulgado o PMI medido pelo HSBC em conjunto com a Markit Economics. De acordo com as instituições, o índice passou de 52,9 para 54,8 pontos na passagem mensal. Com o resultado, o mercado acionário local registrou um dia de forte alta, com o índice Shanghai Composite subindo 2,52%.