Segundo coluna Painel

Dirceu se diz “arruinado” após Lava Jato e cogita até delação se for preso novamente

De acordo com a coluna Painel, de Monica Bergamo, depois da Operação Lava Jato, as empresas que ainda mantinham contratos com a consultoria do ex-ministro decidiram interrompê-los; agora, o ex-ministro tem R$ 3 milhões em dívidas

SÃO PAULO – O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que chegou a pedir habeas corpus preventivo na semana passada, tem destacado bastante insatisfação com a Operação Lava Jato. 

De acordo com a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, depois da Operação Lava Jato, as  empresas que ainda mantinham contratos com sua consultoria decidiram interrompê-los. A JD Assessoria e Consultoria chegou a ter como clientes a Ambev e os bilionários mexicanos Carlos Slim e Ricardo Salinas. Agora, ele tem cerca de R$ 3 milhões de dívidas de impostos e bancárias.

O ex-ministro cumpre prisão em regime aberto por ter sido condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão e diz que agora quer se dedicar a cuidar de Maria Antonia, a filha de cinco anos.

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E, segundo a colunista, amigos afirmam que a depressão seria tal que o petista, caso preso, no limite, poderia aderir a um acordo de colaboração com a Justiça.

A Justiça Federal negou na semana passada o pedido de habeas corpus contra eventual prisão do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Na decisão, o desembargador Nivaldo Brunoni entendeu que o receio de ser preso não comporta decisão preventiva do Judiciário.

Na semana passada, ao protocolar o pedido no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, sediado em Porto Alegre, o advogado de Dirceu, Roberto Podval, argumentou que, devido à dinâmica das investigações, “tudo leva a crer” que Dirceu está prestes a ser preso.

Ao rejeitar o pedido, o desembargador disse que o fato de o ex-ministro ter sido citado pelo empresário Milton Pascowitch, em depoimento de delação premiada, não significa que ele será preso. “No âmbito da Operação Lava Jato há investigados presos preventivamente e outros foram soltos mediante a fixação de condições pela autoridade ora apontada como coatora. Além destes, muitos foram conduzidos para prestar depoimento, mas sequer chegaram a ser presos”, disse Brunoni.

(Com Agência Brasil)