Pós eleição

Dilma se reelege – e Brasil vira o 3º emergente mais vulnerável em ranking

Oxford Economics aponta que estagnação da economia e crescentes déficits fiscal e externo levam à piora no ranking e que "a perspectiva provavelmente vai se deteriorar ainda mais com a reeleição da presidente Dilma Rousseff"

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SÃO PAULO – De acordo com a consultoria britânica Oxford Economics, o Brasil passou de quarto para terceiro lugar no ranking da vulnerabilidade entre os países emergentes, atrás apenas de Turquia e África do Sul. 

Em relatório publicado na última segunda-feira (27), a Oxford Economics diz que a piora no ranking no Brasil se deve à estagnação da economia e aos crescentes déficits fiscal e externo. E, para eles, “a perspectiva provavelmente vai se deteriorar ainda mais com a reeleição da presidente Dilma Rousseff”.

“Apesar do Brasil não ser o mais vulnerável no ranking, o fato é que a reeleição de Dilma significa que a séria piora nos fundamentos econômicos do Brasil nos últimos anos é agora menos provável de ser endereçada de uma forma positiva”. Para a Oxford, o risco de Dilma não encaminhar soluções leva a uma piora dos fundamentos, o que poderia resultar em uma grande saída de capital estrangeiro do Brasil ou redução do IED (Investimento Estrangeiro Direto), que poderia contribuir para financiar o déficit em conta corrente do País. 

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A consultoria destacou que a combinação de uma perspectiva de crescimento modesto da China – com implicações negativas para os preços das commodities – e a expectativa de alta das taxas de juros nos EUA com a recuperação na economia podem ser uma “ameaça” para os emergentes. Já a Turquia e África do Sul são as duas principais economias emergentes mais expostas frente a uma situação de forte deterioração da situação financeira global e econômica – que reflete, em parte, os seus grandes desequilíbrios externos e baixos níveis de taxas de juros reais.

Em contrapartida, os rankings da Polônia, Malásia e Indonésia têm melhorado desde abril, sustentados por perspectivas de crescimento razoavelmente sólidas e taxas de juros reais positivas.