Durante jantar

Dilma Rousseff diz que “o Brasil não vai explodir em 2015, vai bombar”

Presidente contrariou o cenário negativo desenhado pelo mercado e destacou o seu otimismo com a economia brasileira; inflação e mudanças de cargo também foram temas da conversa

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SÃO PAULO – Em conversa com jornalistas no Palácio da Alvorada na noite da última terça-feira (6), a presidente Dilma Rousseff contrariou o cenário negativo desenhado pelo mercado e destacou o seu otimismo com a economia brasileira. “O Brasil não vai explodir em 2015, o Brasil vai bombar”, afirmou, destacando que é “ridículo” achar que o País vai explodir no ano que vem. As informações são do jornal O Globo

Dilma destacou ainda que há uma “má vontade tremenda” nas análises sobre o País. Já sobre a inflação, ela afirmou que “a inflação está sob controle, mas não está tudo bem”. A sensação de mal estar, afirmou, deve-se pela diferença da taxa de crescimento dos bens com a taxa de crescimento dos preços de serviços e que o mau humor tem a ver com o momento de eleições. 

Também ao falar de preços, ela afirmou ser contra “inflação de qualquer grau” e defendeu que os preços dos combustíveis não pode depender do humor dos mercados internacionais.

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A presidente também fez críticas aos seus principais adversários na corrida eleitoral. Referindo-se a Aécio Neves, que chegou a reconhecer que se eleito pode tomar medidas impopulares, Dilma afirmou que tem que ter “cuidado para que medida impopular não se transforme em medida antipopular”. Já sobre Eduardo Campos, do PSB, que defende uma meta de inflação menor que a atual de 4,5%, a presidente destacou que isso poderia acarretar em um nível alto de desemprego.

E, ao reiterar o discurso de que “estamos vivendo a pior crise desde 1929”, a presidente Dilma comparou o Brasil ao resto do mundo e afirmou que “estamos nos saindo muito bem”, mas fez uma ressalva ao destacar que “não é que estamos muito bem”. 

Na conversa com jornalistas, Dilma se recusou a comentar a possibilidade de substituir Guido Mantega pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, no ministério da fazenda. “Não é possível responder certas coisas”, afirmou.