Agitando a eleição

Dilma pode não ter a mesma sorte de Lula com “escândalo da Petrobras”, diz Economist

Segundo a revista, as denúncias podem afetar as eleições e dar um destino diferente para as eleições em 2014 em relação a 2006, quando Lula buscava a reeleição e sofreu com as denúncias sobre o mensalão

SÃO PAULO – “Se eu falar, não vai ter eleição”, disse Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras (PETR3;PETR4) que foi destaque no último fim de semana com as suas denúncias envolvendo vários políticos e envolvendo os partidos PP, PMDB e PT sobre esquema de propina na estatal. 

E, segundo a The Economist, para a presidente Dilma Rousseff (PT), as eleições podem não acontecer mesmo, pelo menos não no sentido que ela gostaria. De acordo com o blog da publicação britânica, Dilma pode não ter a mesma sorte do ex-presidente e mentor Lula, que também sofreu com denúncias de corrupção em seu governo. 

Segundo a revista, as denúncias podem afetar as eleições e dar um destino diferente para as eleições em 2014 em relação a 2006, quando Lula buscava a reeleição e sofreu com as denúncias sobre o mensalão. “Lula teve um ano para sacudir a poeira, enquanto desta vez Dilma tem somente um mês até o dia do pleito”, destaca a revista, ressaltando que vencer Marina Silva (PSB) já era um forte desafio para a petista.

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O nome de Eduardo Campos também foi citado por Costa, lembra a Economist, mas diz que nenhum outro nome ligado ao PSB foi envolvido e que Marina é vista como uma pessoa “ética” pela maioria dos brasileiros. Enquanto isso, Aécio Neves (PSDB), foi rápido para criticar o escândalo. 

“Ninguém duvida da probidade pessoal de Dilma. E a palavra de Costa, feita em troca de uma pena de prisão reduzida, terá de ser cuidadosamente corroborada. Mas o caso reaviva as memórias sobre o PT que a presidente vem se esforçando para afastar. Não ajuda a presidente o fato de que, se forem verdade, os desvios alegados na Petrobras aconteceram debaixo do seu nariz, primeiro como ministra de Minas e Energia de Lula, depois como presidente do conselho administrativo da companhia”, afirma. Assim, segundo a revista, a campanha eleitoral, que já havia recomeçado do zero após a morte de Eduardo Campos, foi novamente “sacudida”.